Critica da Liberdade abstracta N°5 - A

      A ilusão da Liberdade absoluta no e para o Pensamento ( a consciencia de si ) não é unicamente uma ilusão.

      A duplicidade das mistificações, a sua propria força, a << manha das ideias >> ( como dizia Hegel ) nascem do facto que elas não são nunca ( ou quase nunca ) mentiras conscientes.

       A mentira deliberada e proferida estaria sem base e sem conteudo. Denunciar-se-ia a ela propria.

       A mistificação ideologica tem sempre uma base, um conteudo -- mais ou menos real e profundo.

       Qual é o sentido concreto da Liberdade metafisica?

       Em " Ideologia Alemã ", surge:

      -- Os individuos são sempre partes deles mesmos ( naturalmente, deles mesmos no quadro das suas condições e da sua situação historica considerada ) e não do << puro individuo >> no sentido dos ideologos. Mas, no decurso do desenvolvimento historico, e precisamente porque no quadro da divisão do trabalho, as condições sociais autonomisaram-se inevitavelmente ( em relação aos individuos ), uma distinção se manifesta entre a vida de qualquer individuo, enquanto pessoal, e enquanto ela esta submetida às condições do trabalho, em tal ou tal ramo... >> Então, aparece a distinção entre individuo << pessoal >> e individuo de classe  -- distinção que se exprime pelos " enquanto "; por exemplo: quando o Senhor X fala " enquanto " industrial, ou " enquanto " homem.

      Qual sera a relação entre estes dois aspectos da individualidade: a consciencia << privada >> ou intima, e a consciencia publica, que é sempre uma consciencia de classe, revestida de ideologias?

 

( estudaremos a resposta na proxima Segunda-feira, dia 5 de Março de 2012, em " N° 5 - B " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 05:04 | comentar | favorito