Critica da Liberdade abstracta N° 7 -- D

      A Liberdade. Ela significa a liberdade de pensar, de se exprimir, de criticar as instituições existentes; mas, tambem, morrer de fome, num canto e sem que ninguem se ocupe do individuo isolado.

     Ela significa a possibilidade ( para cada um ) de se deslocar, de << escolher >> o seu oficio e o seu lugar na divisão do trabalho social -- e, tambem, a liberdade de se enriquecer, de começar a vender e a comprar, de tudo vender e tudo comprar...

     Significou o progresso das tecnicas, as invenções sem entraves, o estimulo do trabalho material e intelectual -- mas, tambem, a entrada dos individuos nas oficinas, nas manufacturas, nas fabricas e, portanto, o trabalho parcelar, destruidor do individuo real. Mas, tambem, a cadeia do trabalhador à sua maquina, em proveito do capitalista. Por fim, tambem, a especialisação e << o idiotismo do oficio >> ( " Miseria da Filosofia " ).

      Quem não conhecera o celebre requisitorio do " Manifesto "?... << Veio, enfim,  um tempo em que tudo quanto os homens tinham conservado como inalienavel se encontrou objecto de troca, de trafico, e que se podia alienar. O tempo em que todas as coisas que até então foram comunicadas, sempre trocadas, dadas e nunca vendidas, alcansadas e nuncacompradas ( virtude, amor, opinião, ciencia, consciencia, etc. ), tudo passou para o comercio. O tempo da corrupção geral, da venalidade universal ... >>

      Tambem a burguesia << substituiu às numerosas liberdades, tão dificilmente adquiridas, à iniqua e impiedosa liberdade do comercio >>.

      Marx, varias vezes avisou os seus leitores: << Não se deixem enganar e dominar pela palavra abstracta: Liberdade! Porque não se trata da Liberdade dum individuo em presença dum outro, a realidade é  a liberdade que o capital se atribui em esmagar os trabalhadores... >> ( Discurso sobre a liberdade-de-troca, no Northern Star,em 9 de Outubro de 1845 ).

 

( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 28 de Março de 2012, em " N° 7 -- E " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 23:20 | comentar | favorito