CONTINUANDO: " N°12-A "

      Diziamos:

 

      O Estado moderno (segundo Hegel, em "Critica da Filosofia do Direito ) sera uma abstracção << fazendo abstracção do homem real >>, mas esta abstracção revelar-se-a, na pratica, terrivelmente real e opressiva.

      A razão, o corte, instalar-se-ão ( assim ) no centro da pretendida independencia do individuo << livre >>. 

      << A emancipação politica é uma dupla redução do homem: por um lado, ao individuo egoista e independente; por outra parte, ao cidadão, à pessoa moral... >> ( "Questão Judaica ").

      O << livre>> individuo precisa, portanto, na vida real e pratica da sua << propriedade essencial >>, que é o egoismo, o egoismo capitalista e burgues. Tal revela-se ( aos outros e a si mesmo ), um puro egoismo, no momento em que a sociedade-oficial e o Estado se pretendem fundados sobre a fraternidade.

      Logo: o divorcio, a dualidade, a cisão aprofundam-se entre o real e o ideal -- entre o individuo e o Estado, tais como são e tais como se pretendem, entre a consciencia privada e a consciencia publica. A moral, tornando-se cada vez mais abstracta e mais longinqua, refina e torna subtil os temas do Dever, da Lei, do Humano, da União, da Justiça, da Caridade, da Solidariedade. Estes temas tornam-se, então, expedientes e mistificações mas ( os ideologos, os moralistas-oficiais, os professores, os jornalistas, todos quanto têm o encargo de exprimir a pretendida << consciencia >> social ) insiste-se sobre a pureza e a beleza destes sentimentos. A confusão e a inquietude introduzem-se em cada individuo!!!

 

( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 9 de Maio de 2012, em " N° 12 - B " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 20:18 | comentar | favorito