Critica da Liberdade-abstracta N° 13-D

      Pela Historia Universal, sabemos como a Revolução burguesa de 1789 ( na altura em que Saint-Just e Robespierre ainda não tinham tentado aprofundar e transformar em Revolução democratica e popular ) mostrou a essencia do seu individualismo. Em nome da Liberdade-do-Individuo, a celebre Lei de Le Chapelier proibe as << coligações >> -- seja, os sindicatos, ou quaisquer grupos de defesa dos operarios.

      Aqui, a Liberdade-abstracta revela o seu lado mais negativo, mais contestavel, mais cinico.

      A liberdade para o dinheiro ( e o seu poder ) de funcionar sem impedimentos; à liberdade, para o << rico >> ( seja, o capitalista ) de se enriquecer corresponde a liberdade para o << pobre >> ( o não-capitalista ) de morrer à fome, de velhice ou de doença, sem que a comunidade ( agora jà dissolvida ) se ocupe dele.

      Na verdade, eis o reino da Liberdade-abstracta:

1) o dia-de-trabalho ilimitado para as crianças, para as mulheres como para os homens;

2) a total ausencia de segurança-social.

      Seja, para os Trabalhadores, foi o tempo do " homem-instrumento ", do " homem-coisa ", sem reserva, sem mais compensação do que os dogmas religiosos -- forma maxima de alienação.

     Resumo algum substitui a longa descrição, no " Kapital ", ( tão cheio de factos como um tratado de fisica ou de geografia ) deste reino da Liberdade-formal. Marx mostrou como o Capitalismo desempenhou a sua missão-historica ( desenvolver a tecnica e a produção ) atravez de inumeros desastres; como o seu caminho, da nascente até ao apogeu, esta repleto de catastrofes e de massacres. Regimen ( economico e politico ) algum foi mais sangrento! O Capitalismo destruiu tanto quanto criou!!!

 

( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 28 de Maio de 2012, em " N° 13 - E " ).

publicado por filosofia-xauteriana às 10:45 | comentar | favorito