Critica da Liberdade-abstracta N° 13-E

      O Capitalismo destruiu tanto como criou. E isto tranquilamente, impessoalmente, pelas suas leis internas.

      Marx sempre se indignou contra a calunia de ter levantado contra o capitalista acusações simplistas, moralizantes, de mera malvadez. Ele denunciou, inequivocamente, a infinita cupidez dos capitalistas -- por exemplo: a dos industriais ingleses que, até 1842, desfalcavam dos salarios ( dos seus trabalhadores ) aquilo que eles recebiam das instituições de caridade! Marx especificou, claramente, que estes industriais não faziam senão aproveitarem-se das circunstancias do << Jus utendi et abutendi >> que o reino da Liberdade-abstracta lhes conferia, sobre os seus empregados.

      -- Não colori em rosa as figuras do capitalista e do proprietario-rendeiro. Efectivamente, trata-se de personagens cuja unica medida personifica as categorias economicas, em que elas representam as relações de classe e de interesses determinados. Menos do que alguns outros, o meu ponto de vista ( que concebe o desenvolvimento da formação economica-social enquanto processo natural ) pode tornar o individuo responsavel das relações das quais ele é o producto social, se bem que a considerar-se subjectivamente as coisas, ele as ultrapasse largamente... ( Prefacio do " KAPITAL " ).

       Seria util sublinharmos a importancia da ultima frase, que encerra a parte daquilo que filosoficamente se chama a << subjectividade>> e que abre uma perspectiva para uma teoria dialectica da individualidade, considerada como não-separada e não-separavel das condições da sua formação e da sua actividade, embora ultrapassando-as?...

 

( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 30 de Maio de 2012, em " N° 14 - A "  ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 14:40 | comentar | favorito