Critica da Liberdade-abstracta N°14 - a

      O relatorio que da entrada, ao trabalhador, na produção não o contracta com os instrumentos e meios de produção -- mas com a pessoa do capitalista, ou o seu representante.

      Este relatorio toma a forma juridica dum << livre-contracto >>. Livremente, o trabalhador e o capitalista chegam a acordo; o contracto de trabalho regula as condições do trabalho -- salario, tempo de trabalho, etc.

      Na realidade, a forma juridica do << livre-contracto >> encerra e esconde um conteudo economico muito diferente das aparencias. ( in " Kapital ", tomo I, paginas 189 a 208 ).

      Os dois contractantes parecem duas << pessoas juridicas a titulo igual >>; todavia, um é comprador e o outro vendedor: um possui dinheiro, enquanto o outro apenas tem a força do seu trabalho.

      A liberdade e a igualdade são fictivas -- elas escondem, portanto, a desigualdade mais completa! E, para o trabalhador, a absoluta perca da sua independencia.

      Para que o trabalhador possa << ganhar a sua vida >> precisa reformar a ligação entre a sua força-de-trabalho e os meios de produção; para isto, ele devera contornar legal e juridicamente o contracto com o detentor << privado >> dos meios de produção. Porque este contracto não constitui um contracto de associação ou de cooperação -- na realidade, trata-se duma venda. O trabalhador vende ( no mercado do trabalho ) a sua força-de-trabalho, o seu tempo, em troca dum salario. O ser humano aliena-se, torna-se numa mercadoria.

 

( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 4 de Junho de 2012, em " N° 14 - b " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 12:19 | comentar | favorito