30
Mai 12
30
Mai 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 14

      Pouco a pouco chegamos à raiz economico-social da tese segundo a qual  a Liberdade consiste na independencia da consciencia-de-si, na ausencia de condicionamento, na falta de ligação-determinada com a vida social.

      Considerado como consciencia-de-si independente, o individuo capitalista não esta privado de relações com o dinheiro -- e o capital. Pelo contrario: esta relação constitui-o enquanto << livre >> individuo capitalista, pertencente à classe burguesa. Mas ( porque o dinheiro é uma abstracção feiticista ), este laço com o dinheiro não parece uma determinante que marca-passo sobre a independencia e  a liberdade-interior da sua consciencia. Até faz parte!

      Quando imaginamos um homem perfeitamente livre, um artista, um diletante, nos estamos imaginando-o com algum dinheiro no bolso -- o que lhe permite correr-mundo e não ficar acorrentado a um lugar, a uma profissão. Esta imagem literaria, mil vezes explorada, implica o laço com o dinheiro, sem que a << beleza >> e a << pureza >> da consciencia-<<livre >> sofra qualquer descoloração!

      Em contrapartida, que representa para o não-capitalista a independencia da sua << livre >>-consciencia, separada de qualquer laço, mesmo com a abstracção-feiticista?

      O homem na comunidade faltava de independencia; a sua actividade dependia ( imediatamente ) das suas condições de vida, na comunidade; ele encontrava nela, ele reconhecia nela as suas proprias condições de vida. Determinada, acorrentada num sentido -- nesta determinação, para ele, havia uma contrapartida: a comunidade não o abandonava, salvo circunstancias excepcionais; o seu laço com a comunidade implicava o laço com as condições do seu trabalho-produtivo ( a terra, para o capmponês; os instrumentos para o artifice).

      A independencia da sua consciencia e a liberdade-individual ( que disfruta o não-capitalista, na sociedade capitalista ) implicam a sua << independencia >> real, material e os instrumentos de trabalho. Estes pertencem à propriedade-<< privada >> ( mesmo quando se trata de grandes meios-de-produção, de interesse social e nacional ) dos capitalistas; o trabalhador, este esta <<privado >> do laço imediato ( ou mediato) , directo ou juridico, com estes meios que, entretanto, lhe são indispensaveis para entrar na vida activa da  sociedade e tornar-se em algo diferente do que " uma livre-entidade ", votada a uma dasaparição rapida.

 

( a continuar na Sexta-feira, dia 1 de Junho de 2012, em " N° 14 - a " ).

 

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28
Mai 12
28
Mai 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 13-E

      O Capitalismo destruiu tanto como criou. E isto tranquilamente, impessoalmente, pelas suas leis internas.

      Marx sempre se indignou contra a calunia de ter levantado contra o capitalista acusações simplistas, moralizantes, de mera malvadez. Ele denunciou, inequivocamente, a infinita cupidez dos capitalistas -- por exemplo: a dos industriais ingleses que, até 1842, desfalcavam dos salarios ( dos seus trabalhadores ) aquilo que eles recebiam das instituições de caridade! Marx especificou, claramente, que estes industriais não faziam senão aproveitarem-se das circunstancias do << Jus utendi et abutendi >> que o reino da Liberdade-abstracta lhes conferia, sobre os seus empregados.

      -- Não colori em rosa as figuras do capitalista e do proprietario-rendeiro. Efectivamente, trata-se de personagens cuja unica medida personifica as categorias economicas, em que elas representam as relações de classe e de interesses determinados. Menos do que alguns outros, o meu ponto de vista ( que concebe o desenvolvimento da formação economica-social enquanto processo natural ) pode tornar o individuo responsavel das relações das quais ele é o producto social, se bem que a considerar-se subjectivamente as coisas, ele as ultrapasse largamente... ( Prefacio do " KAPITAL " ).

       Seria util sublinharmos a importancia da ultima frase, que encerra a parte daquilo que filosoficamente se chama a << subjectividade>> e que abre uma perspectiva para uma teoria dialectica da individualidade, considerada como não-separada e não-separavel das condições da sua formação e da sua actividade, embora ultrapassando-as?...

 

( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 30 de Maio de 2012, em " N° 14 - A "  ).

 

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25
Mai 12
25
Mai 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 13-D

      Pela Historia Universal, sabemos como a Revolução burguesa de 1789 ( na altura em que Saint-Just e Robespierre ainda não tinham tentado aprofundar e transformar em Revolução democratica e popular ) mostrou a essencia do seu individualismo. Em nome da Liberdade-do-Individuo, a celebre Lei de Le Chapelier proibe as << coligações >> -- seja, os sindicatos, ou quaisquer grupos de defesa dos operarios.

      Aqui, a Liberdade-abstracta revela o seu lado mais negativo, mais contestavel, mais cinico.

      A liberdade para o dinheiro ( e o seu poder ) de funcionar sem impedimentos; à liberdade, para o << rico >> ( seja, o capitalista ) de se enriquecer corresponde a liberdade para o << pobre >> ( o não-capitalista ) de morrer à fome, de velhice ou de doença, sem que a comunidade ( agora jà dissolvida ) se ocupe dele.

      Na verdade, eis o reino da Liberdade-abstracta:

1) o dia-de-trabalho ilimitado para as crianças, para as mulheres como para os homens;

2) a total ausencia de segurança-social.

      Seja, para os Trabalhadores, foi o tempo do " homem-instrumento ", do " homem-coisa ", sem reserva, sem mais compensação do que os dogmas religiosos -- forma maxima de alienação.

     Resumo algum substitui a longa descrição, no " Kapital ", ( tão cheio de factos como um tratado de fisica ou de geografia ) deste reino da Liberdade-formal. Marx mostrou como o Capitalismo desempenhou a sua missão-historica ( desenvolver a tecnica e a produção ) atravez de inumeros desastres; como o seu caminho, da nascente até ao apogeu, esta repleto de catastrofes e de massacres. Regimen ( economico e politico ) algum foi mais sangrento! O Capitalismo destruiu tanto quanto criou!!!

 

( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 28 de Maio de 2012, em " N° 13 - E " ).

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18
Mai 12
18
Mai 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 13-C

       Qualquer representação que proclame o individuo de forma geral e abstracta, recusando-lhe todas as condições duma individualidade concreta, afasta-se a tal ponto da realidade que o desacordo fica evidente. Que podera haver de mais ridiculo do que a maneira como os teoricos do individualismo << atomista >> representam a relação entre o individuo e o Estado, entre o individuo e a Razão, entre o individuo e o Universal?! Eles são incapazes de estabelecer uma relação coerente entre estes termos. Oscilam entre uma harmonia pré-fabricada e uma incompatibilidade absoluta -- teses que são igualmente ridiculas.

       O problema teorico não é ( portanto ) criticar estas teses inconsistentes, senão compreender porque é que elas conservaram um certo poder de influenciar ( como é que conseguiram manter-se ); porque e como elas foram e continuam difundidas pelo Ensino, pela Imprensa, na Literatura.

       Marx deixou-nos uma resposta a esta questão:

       -- A superstição politica imagina, ainda, que a vida burguesa deve ser mantida pelo Estado que, por sua vez, é mantido pela via burguesa...

       Por outras palavras, a sociedade civil ( o individualismo mistificador e o << atomismo >> que ele desenvolve na sensibilidade, nas ideias, na vida psicologica e moral ) mantem o Estado da burguesia; mas, a representação oficial é inversa da realidade: acredita-se que um Estado é exactamente como o imaginamos ( honesto, leal, imparcial ), mantendo e devendo manter a sociedade civil esculpida pela burguesia; acredita-se que tal Estado protege e salva a pessoa-humana, o individuo, a moral, a pàtria, a familia e a Liberdade. Que se esconde nestas pretenciosas teorias, que misturam contradictoriamente a << salvação >> das comunidades ( tais como a familia, etc. ) e a <<salvação >> do individuo-atomisado?

        Resposta: esta escondida a vontade do poder e da manipulação dum instrumento ideologico ( e politico ) dirigido contra o Povo!!!

 

( a continuar na proxima Sexta-feira, dia 25 de Maio de 2012, em " N° 13 - D " ).

 

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16
Mai 12
16
Mai 12

Critica daLiberdade-abstracta N° 13-B

      A burguesia é a classe que nega as classes.

      Os feudais afirmavam as classes, à maneira deles, distinguindo ai as << ordens >> ou os Estados que lhes pareciam fundados sobre realidades eternas, sobre distinções absolutas entre os seres humanos: nobreza, clero, terceiro-mundo -- compreendendo os burgueses, os artifices, os camponeses, etc. A burguesia nega as classes e, esta, é precisamente a sua ideologia de classe. Ela destruiu as comunidades naturais, com o seu << individualismo >> para, em seguida se obstinar a desintegrar o proletariado, reduzindo-o numa poeira de individuos isolados -- em << atomos >> sociais.

       O atomo << livre>> e << independente >>, que não existe na natureza, existe ainda menos na sociedade.

       << O atomo não tem necessidades, basta-se a ele mesmo; o mundo, à sua volta, é o vasio absoluto... O individuo-egoista, da sociedade burguesa, na sua representação abstracta, na sua abstracção morte, transforma-se em atomo, ou seja: num ser sem relações... >>, mas esta << abstracção morte >> manifesta, imediatamente, o seu absurdo: o individuo mais egoista ultrapassa-a, senão pelas suas carencias e fraquezas naturais mas, tambem, pelas << alienações >> que possam advir da sociedade burguesa ( citação de " Santa Familia ", edição Nehring, tomo II, pagina 284 ).

 

( a continuar na proxima Sexta-feira, dia 18 de Maio de 2012, em " N° 13 - C " ).

 

Estamos apreciando a interpretação do Marxismo, segundo MAO TSE-TOUNG, em:

 

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14
Mai 12
14
Mai 12

Critic da Liberdade-abstracta N°13-A

      Analisando as teorias economicas do liberalismo, Marx mostrou, nelas, instrumentos de poder.

      Quando a Inglaterra se encontrava particularmente bem colocada na concorrencia ( em razão da sua superioridade tecnologica, sobre as outras nações ), o liberalismo dos economistas << manchesterianos >> visava suprimir todas as barreiras alfandegarias -- seja, a abrir os produtos industriais ingleses ao mundo inteiro.

       A Inglaterra que propunham os industriais-liberais, poderia apoiar a acção politica em favor da livre-circulação dos cereais e a supressão dos direitos sobre o trigo?

       Que finalidade pratica?

      Eis: a baixa do preço do pão, implicaria uma diminuição dos salarios. Consequentemente, os beneficios dos industriais aumentariam, mesmo se fosse em detrimento dos proprietarios agro-rendeiros.

      Geralmente, o individualismo liberal visa a << atomisar >> o proletariado. A representação do individuo como um << atomo social >> ( esta representação dos ideologos liberais que levanta a indignação dos reaccionarios, arvorados então em paladinos da comunidade natural ) não deve ser criticada, tomando-a à letra, como uma tentativa de conhecimento racional do homem; antes, mostrando o seu caracter de instrumento ideologico.

       A burguesia é a classe que nega as classes!!!

 

( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 16 de Maio de 2012, em " N° 13-B " )

 

publicado por filosofia-xauteriana às 21:37 | comentar | favorito
09
Mai 12
09
Mai 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 12-B

      << Là, onde o Estado politico atinge a sua verdadeira realização, o homem leva ( não apenas no pensamento, mas na realidade da  sua vida ) uma vida-dupla, uma vida celeste e uma vida terrestre: a vida na comunidade politica, onde se considera enquanto ser-social; e a vida na sociedade civil onde actua enquanto homem-privado, onde considera os outros homens como meios, onde se instala nos estractos-socias  medios e onde se torna um instrumento de potencias estrangeiras >>. ( " Questão Judaica " ).

        Assim, a alienação economica e politica torna-se numa alienação moral e psicologica.

       

        Nenhum falso-pudor ( no sentido duma mà-consciencia << privada >> ), farisaismo-publico algum bastaria para ocultar esta situação e impedir a progressão das consequencias: a consciencia << livre >> do homem-moderno é uma consciencia-infeliz!

    

        Não deveremos admirar-nos se esta pseudo-liberdade ( que serviu como arma ideologica e politica, para instalar o capitalismo ) serve como arma ideologica e politica na luta contra as fracções particulares do capitalismo -- e na luta-geral do capitalismo contra as Massas-Trabalhadoras que produzem.

 

( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 14 de Maio de 2012, em: " N° 13 - A " ).

 

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07
Mai 12

CONTINUANDO: " N°12-A "

      Diziamos:

 

      O Estado moderno (segundo Hegel, em "Critica da Filosofia do Direito ) sera uma abstracção << fazendo abstracção do homem real >>, mas esta abstracção revelar-se-a, na pratica, terrivelmente real e opressiva.

      A razão, o corte, instalar-se-ão ( assim ) no centro da pretendida independencia do individuo << livre >>. 

      << A emancipação politica é uma dupla redução do homem: por um lado, ao individuo egoista e independente; por outra parte, ao cidadão, à pessoa moral... >> ( "Questão Judaica ").

      O << livre>> individuo precisa, portanto, na vida real e pratica da sua << propriedade essencial >>, que é o egoismo, o egoismo capitalista e burgues. Tal revela-se ( aos outros e a si mesmo ), um puro egoismo, no momento em que a sociedade-oficial e o Estado se pretendem fundados sobre a fraternidade.

      Logo: o divorcio, a dualidade, a cisão aprofundam-se entre o real e o ideal -- entre o individuo e o Estado, tais como são e tais como se pretendem, entre a consciencia privada e a consciencia publica. A moral, tornando-se cada vez mais abstracta e mais longinqua, refina e torna subtil os temas do Dever, da Lei, do Humano, da União, da Justiça, da Caridade, da Solidariedade. Estes temas tornam-se, então, expedientes e mistificações mas ( os ideologos, os moralistas-oficiais, os professores, os jornalistas, todos quanto têm o encargo de exprimir a pretendida << consciencia >> social ) insiste-se sobre a pureza e a beleza destes sentimentos. A confusão e a inquietude introduzem-se em cada individuo!!!

 

( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 9 de Maio de 2012, em " N° 12 - B " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 20:18 | comentar | favorito
07
Mai 12

Critica da Liberdade-abstracta N°12-A

      A divisão do ser humano, a alienação, não é unicamente economica; ela é, tambem, politica.

 

      A liberdade puramente politica contem o seu contrario: a alienação politica.

 

      O Estado, este ultimo esboço de comunidade, ou a derradeira pretendida aparencia desta, revela-se o contrario de comunidade: o Estado-de-classe mais reconhecido que jà existiu, precisamente independente e liberto de todo e qualquer sentido de comunidade. O << livre >> individuo, procurando ter uma << livre >> opinião, sera a vitima de todas as artimanhas ideologicas, de todas as mentiras, de todas as propagandas.

       A << livre >> opinião individual caminhara exactamente para o seu contrario: uma opinião << publica >> que sera uma opinião de multidão-dirigida, fraccionada, manipulada por centenas de maneiras diferentes. O Estado moderno,

publicado por filosofia-xauteriana às 15:51 | comentar | ver comentários (1) | favorito
04
Mai 12
04
Mai 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 11- D

        O conteudo da Liberdade formal é um conteudo de classe; no mesmo sentido como a liberdade puramente politica se encontra no Estado burgues e capitalista.

        Isto, de multiplas maneiras:

primeiro -- porque o postulado individualista da harmonia, entre os individuos, corresponde ao funcionamento fora dos individuos do Capital;

em seguida -- porque este postulado individualista e liberal rompe o laço entreo individuo e a sociedade, tendendo ( automaticamente ) a retirar a este individuo os elementos dum pensamento e duma critica verdadeiramente livres.

       A sociedade capitalista perde ( para ele ) as suas caracteristicas concretas e historicas: ela apresenta-se como << a Sociedade >> em geral. A lei e o Estado passam, tambem, para a lei racional << em si >> e para o Estado, como não podendo ser duma outra maneira.

      Ao abrigo desta << existencia impessoal e teorica >>, a burguesia impõe ( praticamente ) as suas exigencias e os seus poderes. Melhor ainda: estas exigencias e estes poderes estão implicados e incluidos no postulado.

      Donde, o Estado fundado sobre a simples << Liberdade politica >> é, especificamente, o Estado-burgues, constituido e ( por assim dizer ) secretado pelo capitalismo na sua longinqua epoca triunfante!

 

( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 7 de Maio de 2012, em " N° 12 - A " ).

 

 

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