31
Jan 13
31
Jan 13

Chapitre N°17 /// Capitulo N°17

                            La Condition Prolétarienne ///  A Condição Proletaria ( " MANIFESTO " )

 

 

      Le travail du prolétaire, par le développement du machinisme et la division du travail, a perdu tout caractère indépendant et par suite tout attrait pour le travailleur. Il est un simple appendice de la machine à qui on ne demande que la manoeuvre la plus simple, la plus monotone, la plus facile à apprendre... A mesure que le travail devient plus rébarbatif, le salaire décroît. Plus encore, à mesure que la machinerie et la division du travail se développent, la masse du travail augmente soit par l'augmentation des heures de travail, soit par l'accroissement du travail exigible dans un temps donné, par l'accélération de la marche des machines, etc.

      O trabalho do operario, pelo desenvolvimento da maquinaria e a divisão do trabalho, perdeu totalmente o seu caracter de independencia e, consequentemente, todo o interesse para o trabalhador. Este é um simples apendice da maquina, a quem se pede a manobra mais simples, a mais monotona, a de aprendizagem mais facil... A medida que o trabalho se torna mais rebarbativo, o salario diminui. Ainda mais: à medida que a maquinaria e a divisão do trabalho se desenvolvem, a quantidade do trabalho aumenta -- seja com o aumento de horas de trabalho, seja com o aumento de trabalho exigido num determinado tempo, seja com a aceleração do funcionamento das maquinas, etc.

      Des masses ouvrières, entassées dans l'usine, sont organisées militairement. Ce sont les simples soldats de l'industrie, surveillés par toute une hiérarchie de sous-officiers et d'officiers. Ils ne sont pas seulement les serfs de la classe bourgeoise, de l'Etat bourgeois, ils sont chaque jour, à chaque heure, les serfs de la machine, du contrôleur, et avant tout du fabricant bourgeois particulier. Ce despotisme est d'autant plus mesquin, haineux, exaspérant, qu'il proclame plus ouvertement le profit pour son unique fin.

      As Massas-Trabalhadoras, fechadas na fabrica, sofrem a organização militar. Como simples soldados da industria, observados por toda uma hierarquia de sargentos e de oficiais. Não são apenas os servos da classe-burguesa, do Estado-burguês, eles são ( todos os dias e de hora em hora ) os servos da maquina, do controlador e, sobretudo, do fabricante-burguês particular. Este despotismo é tanto mais mesquinho, mais odioso, exasperante, quanto proclama ( abertamente ) que tem por unico fim o beneficio!!!

( à suivre au N°18 - A, le /// a continuar no N°18 - A, em : 7/2/2013 ).

Lisez aussi /// Leiam tambem:

1) http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

2) www.polemicando.net   ou   http://polemicando.over-blog.com

Envoyez vos e-mails à /// Enviem os vossos e-mails para :

1) pablonodrade@sapo.pt

2) filosofia.xauteriana@live.fr

3) josembrochaf@gmail.com

publicado por filosofia-xauteriana às 15:58 | comentar | favorito
24
Jan 13
24
Jan 13

Chapitre N°16 /// Capitulo N°16

 (de: KAPITAL, t.III, pag.60 ) L'aliénation économique /// A alienação economica

 

      ...L'ouvrier... se trouve, devant le caractère social de son travail et de sa combinaison avec le travail d'autrui, comme devant une puissance étrangère. Les conditions où cette combinaison se réalise lui sont étrangères...

      ...O trabalhador... encontra-se, frente ao caracter social de seu trabalho e das suas responsabilidades para com o trabalho de outrem, como se estivesse frente a uma potencia estrangeira. As condições em que este contrato mutuo se realiza são-lhe estrangeiras.

      On ne se contente pas de rendre l'ouvrier, qui représente le travail vivant, indifférent, étranger au travail économique, c'est-à-dire à l'utilisation rationnelle et économique de ses conditions de travail. Conformément à sa nature contradictoire et contrasté, le mode de production capitaliste va bien plus loin; le gaspillage de la santé et de la vie du travailleur, l'abaissement de ses conditions de vie, font partie, pour le capitaliste, de l'économie dans l'emploi du capital constant et constituent des moyens d'augmenter le taux du profit.

      Não se satisfazem em tornar o trabalhador ( que representa o trabalho vivo ) indiferente, estrangeiro ao trabalho economico -- seja, à utilização racional e economica das suas condições de trabalho. Conforme com a sua natureza contradictoria e contrastada, o modo de produção capitalista vai muito mais longe; esbanja a saude e a vida do trabalhador -- diminuir-lhe as condições, faz parte ( para o capitalista ) de economizar no emprego do seu capital-constante, constituindo modos de aumentar o grau do beneficio.

      Comme l'ouvrier passe la plus grande partie de sa vie dans le processus de production, les conditions du processus de production sont, en grande partie, des conditions de son processus vital; et l'économie ( au sens d'épargne ) est dans ces conditions de vie une méthode pour élever le taux de profit...

      Como o trabalhador passa uma grande parte da sua vida no processo de produção, as condições do processo de produção são ( em grande parte ) as condições do seu processo de vida; e a economia ( no sentido da poupança ) é, nestas condições de vida, um metodo para elevar a margem dos beneficios...

      Il n'existe rien de ce permettrait au travailleur de vivre en homme... car cela constituerait, aux yeux des capitalistes, un gaspillage irrationnel et vain. Avec toute son avarice, la production capitaliste est, en général, extrêmement prodigue de matérial humain...

      Nada existe que permitiria ao trabalhador de viver como homem... porque tal constituiria, aos olhos dos capitalistas, um desperdicio não racional e vão. Com toda a avarice que a caracteriza, a produção capitalista é, regra-geral, extremamente prodiga com o material humano...

( à suivre au N°17, le /// a continuar no N°17, em: 31/1/2013 ).

Lisez aussi /// Leiam tambem :

1) www.polemicando.net    ou  http://polemicando.over-blog.com 

2) http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

Envoyez vos e-mails à /// Enviem os vossos e-mails para :

1) pablonodrade@sapo.pt

2) filosofia.xauteriana@live.fr

3) josembrochaf@gmails.com

publicado por filosofia-xauteriana às 18:31 | comentar | favorito
17
Jan 13
17
Jan 13

Chapitre N°15 /// Capitulo N°15

                                                     " L'aliénation et le fétichisme "

 

            ( Kapital, t.I, chap.I, par.4 /// Kapital, tomo I, capitulo I, paragrafo 4 )

 

 

      C'est seulement le rapport social déterminé des hommes eux-mêmes qui revêt pour eux la forme fantastique d'un rapport entre les choses.

      E unicamente a relação social determinada dos proprios homens que, para eles, reveste a forma fantastica duma relação entre as coisas.

      Pour trouver une analogie, nous devons voler vers les nuées du monde religieux. Là, les produits de la tête humaine semblent doués d'une vie propre, semblent des formes autonomes en rapport entre elles et avec les hommes.

      Para encontrar analogia precisamos voar até às nuvens do mundo religioso. Aqui, os produtos da imaginação humana parecem dotados de vida propria, figuram-se com formas autonomas -- em relação entre eles e com os homens.

      De même, dans le monde des marchandises, les produits de la main humaine.

      Do mesmo modo, no mundo das mercadorias, os produtos da mão humana.

      J'appelle cela le Fétichisme, qui s'attache aux produits du travail, dès qu'ils sont produits comme marchandises, et qui, par conséquent, est inséparable de la production des marchandises.

      Denomino isto de Feiticismo: porque se cola aos produtos do trabalho, assim que eles são produzidos enquanto mercadorias e que, por consequencia, é inseparavel da produção das mercadorias.

 

( à suivre au N°16, le /// a continuar no N°16, em : 24/1/2013 ).

 

Lisez aussi /// Leiam tambem:

1) http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

2) www.polemicando.net    ou   http://polemicando.over-blog.com

 

Envoyez vos e-mails à /// Enviem os vossos e-mails para:

1) pablonodrade@sapo.pt

2) filosofia.xauteriana@live.fr

3) josembrochaf@gmail.com

publicado por filosofia-xauteriana às 15:14 | comentar | favorito
10
Jan 13
10
Jan 13

Chapitre N°14 - C /// Capitulo N°14 - C

      En partie, cette aliénation de l'homme se manifeste en ceci qu'elle engendre d'un côté le raffinement des besoins, et des moyens qui servent à les satisfaire, et de l'autre côté la bestialisation, la simplification grossière et abstraite des besoins... Pour l'ouvrier, même le besoin d'air pur et libre cesse d'être un besoin. L'homme revient habiter les cavernes qui sont pourtant empoisonnées par l'haleine pestilentielle de la civilisation, et dans lesquelles il ne se sent pas rassuré; elles sont comme une force étrangère qui peut chaque jour glisser d'entre ses mains; on peut chaque jour le chasser s'il ne paye pas son loyer. L'ouvrier doit payer ces chambres mortuaires... La saleté, ce signe de la chute et de la dégradation de l'homme, les excréments ( au sens littéral de ce mot ) de la civilisation deviennent son milieu vital.

      Em parte, esta alienação do Homem manifesta-se assim: por um lado, no requinte das necessidades e dos meios que servem para satisfaze-las; pelo outro lado, na bestialisação, na simplificação grosseira e abstracta das necessidades... Para o trabalhador, até a necessidade de ar puro e livre cessa de ser uma necessidade. O Homem volta a habitar as cavernas que, inevitavelmente, estão envenenadas pelo bafejar pestilento da civilisação e onde ele não se sente em completa segurança; elas são como uma força estrangeira que, em cada dia, é susceptivel de escapar-lhe das mãos; em qualquer momento podem expulsa-lo, se não pagar o seu aluguer. O Trabalhador deve pagar estas autenticas câmaras-mortuarias... A sujidade, este sinal de queda e de degradação do Homem, os excrementos ( no sentido literal da palavra ) da civilisação tornam-se o seu meio de vida.

      Aucun sentiment n'existe, non seulement sous sa forme humaine, mais même sous sa forme inhumaine, donc sous sa forme animale... Non seulement l'homme cesse d'avoir des besoins humains, mais il perd ses besoins animaux... Le sauvage, l'animal ont malgré tout le besoin de chasser, de se mouvoir, etc... d'avoir du commerce avec leurs semblables...

      Não existe sentimento algum -- não unicamente com forma humana, como tambem de maneira inumana e, portanto, duma forma animal... Não apenas o Homem deixa de ter as suas necessidades humanas, mas tambem perde as suas necessidades animais... O selvagem ou o animal, apesar de tudo, têm necessidade de caçar, de se deslocarem, et... de fazerem comercio com os seus semelhantes...

      ... L'économiste politique ( et le capitaliste... ) réduit les besoins de l'ouvrier aux soins les plus indispensables pour la conservation de sa vie physique et de son activité, au mouvement mécanique le plus abstrait, en disant: l'homme n'a point besoin d'agir, ni de jouir, car cette vie aussi, il l'appelle vie et existence humaines...

      ... O economista politico ( e o capitalista... ) reduz as necessidades do Trabalhador aos cuidados mais indispensaveis para conservar-lhe a vida fisica e a força à sua actividade, ao movimento mecanico puramente abstracto, exclamando: o Homem não precisa de agir, nem de gozar, pois ele ( o economista-politico, o capitalista, etc.)  considera que este seu conceito para que os trabalhadores vivam tambem pode ser chamado de " vida " e de "existencias humanas "...

 

( depuis le /// segundo o : Manuscrit économique-philosophique de 1844, Gesamtausgabe, t.I, III, pag.86 )

 

( à suivre au N°15, le /// a seguir no N°15, em 17/1/2013 = " Kapital, t.I, c.I, paragr 4 " ).

 

Lisez aussi /// Leiam tambem:

1) http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

2) www.polemicando.com   ou http://polemicando.over-blog.com

 

Envoyez vos e-mails à /// Enviem os vossos e-mails para:

1) pablonodrade@sapo.pt

2) filosofia.xauteriana@live.fr

3) josembrochaf@gmail.com

 

publicado por filosofia-xauteriana às 16:45 | comentar | favorito
03
Jan 13
03
Jan 13

Chapitre N°14 - B /// caoitulo N°14 - B

      L'eunuque de l'industrie, dans son idéalisme se resout en fantaisies, bizarreries, caprices et il n'y a pas d'eunuque qui flatte plus bassement son despote, et qui essaye d'exciter ses assoupis par des moyens plus abjects pour gagner sa grâce que ce producteur, courant après la monnaie d'argent, désirant soutirer l'argent de la poche de son semblable très aimé ( chaque produit est un appât destiné à soutirer de l'homme son essence, l'argent; chaque besoin réel ou possible est un prétexte pour attirer la victime dans le piège... de même que chaque imperfection humaine est une certaine liaison avec le ciel, le point où son coeur est accessible au prêtre... ); il s'adapte à ses fantaisies les plus perverses, il devient l'entremetteur entre lui et son besoin, il fait naître en lui des désirs pathologiques, il guette chacune de ses faiblaisses  et il exige en suite sa récompense de l'avoir satisfaite.

      O eunuco da industria, no seu idealismo, multiplica-se nas fantasias, em sofisticações, em caprichos e não existe eunuco que lisonje mais despudoradamente o seu despota, tentando aproveitar-se das suas negligencias, a fim de obter a sua condescendencia do que este produtor, correndo ( como cachorro por um osso ) em busca do dinheiro, desejando apropriar-se do dinheiro do seu semelhante ( muito-amado ) -- cada produto é uma ratoeira que tem por objectivo retirar aos homens o dinheiro essencial; cada necessidade real ( ou possivel ) é um pretexto para levar as vitimas para a ratoeira... de maneira identica como cada imperfeição humana tem uma certa ligação com o céu, o ponto em que o seu coração se torna acessivel ao sacerdote... -- ; ele adapta-se às suas mais perversas fantasias, tonando-se o intermediario entre ele-proprio e a sua necessidade, fazendo nascer nele-mesmo desejos patologicos e, espreitando cada fraqueza,  a imediata recompensa de a ter satisfeito.

 

( à suivre au N°14 - C, le /// a continuar no N°14 - C, em: 10/1/2013 ).

 

Lisez aussi /// Leiam tambem :

1) http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

2) www.polemicando.net

     

publicado por filosofia-xauteriana às 16:54 | comentar | favorito