Capitulo III - 2° ( a )

      A passagem da Liberdade-abstracta para a Liberdade-concreta ( real ) exige que se và alem da alienação economica e politica.

       Consideremos uma moeda: nada de mais simples, nada de mais familiar. Certo, na aparencia!!!

       Para a imensa maioria das pessoas, numa banal moeda não ha nada a compreender. A moeda esta tão presente, tão simples e claro, com todos os seus atributos, como um vulgar calhau, um martelo, etc.; a << propriedade >> de comprar objectos ou << serviços >> é-lhe tão inerente como ela ser em niquel, em prata, em oiro; como ser redonda ou ter uma marca gravada.

       Portanto, se compro um objecto, se pago os << serviços >> dum domestico ou o salario de um operario, parece que realizo as possibilidades da coisa, os seus poderes intrinsecos.

       Foi necessario o genio de Marx para desvendar, nesta moeda, um << misterio social >>, misterio duma << subtilidade teologica >> escondido tanto pela familiariedade como pela aparencia da coisa em si-mesma.

       Na vida pratica, dos regimens capitalistas, parece não existirem senão relações entre objectos: as moedas ou as notas, ou os cheques -- as mercadorias, etc... A economia politica, mesmo nos grandes representantes ( Smith, Ricardo, etc. aparencia ( o << feiticismo >> ) e dar-lhe o aspecto duma lei-natural.

      Marx revelou, escondida nesta aparencia, as relações humanas, as relações entre individuos humanos nas condições objectivas das suas actividades.

       A mercadoria exprime o laço que se estabeleceu pela mediação do << valor >> entre os produtores isolados -- e o dinheiro torna o elo mais estreito, ao mesmo tempo que mais completamente submete a actividade dos produtores individuais às exigencias dos seus produtos que, fora deles, têm uma especie de vida autonoma: o mercado, com as sua flutuações -- o dinheiro, o credito, etc,... etc...

       Anteriormente, jà vimos isto. O acento tera de ser colocado sobre outro aspecto, essencial, desta teoria.

( eis o que iremos observar a partir de Segunda-feira, dia 25 de Junho de 2012, em " Capitulo III - 2° b " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 15:10 | comentar | favorito