Capitulo III - 2° C

      Jà no tempo em que Marx estudava a " questão judaica " que indicava:

      -- A emancipação humana não se realizara senão quando o homem-individual, real, tera absorvido o cidadão abstracto ( logo que enquanto homem-individual na sua vida empirica, no seu trabalho e nas suas relações individuais, ele se tenha transformado num ser humano generico e que, assim, tenha reconhecido as suas proprias forças, enquanto forças-sociais, e as tera organizado, ele mesmo, como tais ) logo que, por conseguinte, ele não separara mais de si a força-social sob forma de poder politico...

      O homem-individual, submetido aos produtos da sua actividade ( e simultaneamente a outros seres humanos ) fica << privado >> de realidade humana e de meios de realização; a sua liberdade separa-se ( dele ) na forma de liberdade politica, de poder politico e de ficção politica no Estado.

      Dissolver o cidadão no individuo significa que a Liberdade-abstracta, o poder e a soberania fictivos se tornam reais, para o individuo; efectivamente, ele participa à gestão dos produtos, à organização social, à administração das coisas -- mas participando ( primeiramente) ao poder do Estado resulta que ultrapassa esta forma indirecta e ainda exterior do poder. Logo, ele deixa de se opor ( enquanto individuo << privado >> ) à vida-social, às forças-gerais do ser humano, ao universal.

      Portanto, concretamente, << Liberdade >> significa: ultrapassagem da consciencia-infeliz e desfeita, unidade e totalidade dos elementos do homem -- constituição de poderes efectivos sobre a natureza e sobre os produtos humanos, sobre as proprias forças do homem. Resumindo: LIBERDADE SIGNIFICA UM RACIONALISMO MAIS ALTO, UM MAIOR DESENVOLVIMENTO.

      Não se trata mais duma unidade pré-fabricada, nem duma totalidade oferecida; trata-se duma totalidade e duma racionalidade que se elaboram, que se realizam efectiva e praticamente -- com o indispensavel recurso da mais lucida e mais vigilante consciencia.

 

( a continuar Sexta-feira, dia 29 de Junho de 2012, em " CAPITULO III - 2° d " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 12:01 | comentar | favorito