Chapitre N°19 - B /// Capitulo N°19 - B

      Dans l'acte de production, le travailleur consomme par son travail des moyens de production afin de les convertir en produits d'une valeur supérieure à celle du capital avancé. Voilà sa consommation productive, qui est en même temps consommation de sa force par le capitaliste auquel elle appartient. Mais l'argent donné pour l'achat de cette force est dépensé par le travailleur en moyens de subsistance, et c'est ce qui forme sa consommation individuelle.

      No acto da produção, o trabalhador consome ( com o seu trabalho ) meios de produção com a finalidade de os converter em produtos com valor superior ao do capital avançado. Este é o seu consumo produtivo, assim como ( ao mesmo tempo ) o consumo da sua força pelo capitalista -- ao qual ela pertence. Porem, o dinheiro entregue pela compra desta força é gasto, pelo trabalhador, nos seus meios de subsistencia -- eis aquilo onde se resume o seu consumo individual.

      La consommation productive et la consommation individuelle du travailleur sont donc parfaitement distinctes. Dans la première, il agit comme force motrice du capital et appartient au capitaliste; dans la seconde, il appartient à lui-même et accomplit des fonctions vitales en dehors du procès de production. Le résultat de l'une, c'est la vie du capital; le résultat de l'autre, c'est la vie de l'ouvrier lui-même.

      O consumo produtivo e o consumo individual ( do trabalhador ) são, portanto, perfeitamente distintos. No primeiro, ele esta actuando enquanto força motriz do capital, pertencente ao capitalista; no segundo, pertence a ele proprio ( trabalhador ) e desempenha o necessario para as suas funções vitais, fora do processo da produção. Resulta que a primeira é a vida do capital; enquanto, a outra é a vida do proprio trabalhador.

      Dans les chapitres sur << la journée de travail >> et << la grande industrie >>, des exemples, nous ont montré l'ouvrier obligé de faire de sa consommation individuelle un simple incident du procès de production. Alors les vivres qui entretiennent sa force jouent le même rôle que l'eau et le charbon donnés en pâture à la machine à vapeur. Ils ne lui servent qu'à produire, ou bien sa consommation individuelle se confond avec sa consommation productive.

      Nos capitulos sobre << a jorna de trabalho >> e << a grande industria >> varios exemplos mostram-nos ( tambem ) o operario forçado a fazer da sua consumação individual um incidente no processo da produção. Nestes casos, o viveres que bastariam às forças do trabalhador, desempenham um papel identico ao da àgua e do carvão com que se sustentam as maquinas a vapor. Não servem senão para produzir -- ou, então, o consumo individual ( do trabalhador ) confunde-se com o seu consumo produtivo.

      Nénmoins, les faits changent d'aspect si l'on envisage non le capitaliste et l'ouvrier individuels, mais la classe capitaliste et la classe ouvrière; non des actes de production isolés, mais la production capitaliste dans l'ensemble, dans sa rénovation continuelle et dans sa portée sociale.

      Contudo, estes factores mudam de aspecto logo que deixemos de ter em conta o capitalista e o trabalhador individualmente, para considerarmos a classe-capitalista e e classe-trabalhadora; logo que deixemos de analisar a produção capitalista isolada, para atentarmos no conjunto da produção capitalista, na sua renovação continua e nas suas consequencias sobre a sociedade.

      En convertissant en force de travail une partie de son capital, le capitaliste pourvoit au maintien et à la mise en valeur de son capital entier. Mais ce n'est pas tout. Il fait d'une pierre deux coups. Il produit non seulement ce qu'il reçoit de l'ouvrier, mais encore de ce qu'il lui donne.

      Ao converter em força de trabalho uma parte do seu capital, o capitalista prevê a conservação e a valorisação do seu capital inteiro. Mas, ainda ha mais. Duma cajadada mata dois coelhos. Ele produz não apenas aquilo que recebe do trabalhador, mas tambem aquilo que lhe paga.

 

( à suivre au N°19 - C, le /// a continuar no N°19 - C, em : 7/3/2013 ).

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publicado por filosofia-xauteriana às 23:14 | comentar | favorito