Chapitre /// Capitulo N° 20 - A

        de " Sainte Famille " /// " Santa Familia " -- tome ( tomo ) II, pag 226 )

 

 

 

 

      Dans un sen exact et prosaïque, les membres de la société bourgeoise ne sont pas des atomes. La propriété caractéristique de l'atome, c'est de ne point avoir de propriété et par conséquent de relation  déterminée par nécessité naturelle avec d'autres êtres hors de lui. L'atome n'a pas de besoins, il se suffit à lui-même; le monde hors de lui est le vide absolu, c'est-à-dire qu'il n'a pas de contenu, de sens, de signification, justement  parce que l'atome contient en lui-même toute plénitude. L'individu égoïste de la société bourgeoise, dans sa représentation abstraite, dans son abstraction morte, se gonfle et se mue en atome, c'est-à-dire en un être sans relations, qui se suffit à soi-même, sans besoins, absolument parfait, bienheureux. La réalité sensible, qui n'est pas bienheureuse, ne tient pas compte de son imagination, tous ses sens le contraignent à croire au sens du monde et des individus extérieurs à lui, et son propre estomac profane lui rappelle tous les jours que le monde extérieur n'est pas vide, mais l'unique source de réplétion.

 

      Num sentido exacto e prosaico, os membros da sociedade burguesa não são atomos. A propriedade caracteristica do atomo é a de não ter propriedade alguma e, consequentemente, uma relação determinada pela necessidade natural com os outros seres do seu exterior. O atomo não tem necessidades: é auto-suficiente; fora dele, o mundo é o vasio absoluto -- seja, não possui conteudo, senso, significado porque o atomo contem nele proprio toda a sua plenitude. O individuo egoista, da sociedade burguesa, na sua representação abstracta, na sua abstracção morta, incha-se e reveste-se em atomo; seja, num ser sem relações que se basta a ele mesmo, sem necessidades, absolutamente perfeito, feliz. A realidade sensivel, que não é feliz, não toma em consideração esta sua imaginação -- todos os sentidos obrigando-o  a realizar o sentido do mundo e dos outros individuos ( exteriores a ele proprio ) e, mesmo o seu proprio estomago profano lembra-lhe, todos os dias, que o mundo exterior não é um vasio e, sim, a unica fonte de repleção.

 

 

( à suivre au N°20 - B, le ... //// a continuar no N° 20 - B, em 4/4/2013 ).

publicado por filosofia-xauteriana às 21:24 | comentar | favorito