Ora vejamos, agora...N° 11

      Para percebermos como Hegel viu a Historia, por exemplo, consideremos o momento que segue aquele onde a Razão e a Liberdade acreditaram encontrar-se e espraiarem-se na independencia em face do conteudo ( estoicismo, consciencia-infeliz ); então, segundo Hegel, a consciencia regressa para o conteudo a fim de o conhecer.

      A Razão, tornada conhecimento, acredita nos factos por aquilo que eles são; tornada razão << observadora >> dos factos, ela esquece-se enquanto que actividade livre e naufraga na propria coisa.

      A Historia-real mostra que esta burla ( da propria coisa ) e que este senilamento do livre-espirito vai para uma especie de animalidade, na qual marca-passo, sem se reduzir a uma ilusão do conhecimento ( facto pratico, historico, social ), onde o especialista perde de vista a Liberdade, concluido o seu trabalho como uma função e tornado numa especie de animal abstracto.

      Por fim e sobretudo " o dinheiro " ( nascido da troca e da divisão do trabalho ) é, na vida pratica e concreta, uma destas coisas enganadoras, nas quais se perde a liberdade e a consciencia. Em certo sentido: << nova manifestação da força substancial humana, novo enriquecimento do ser humano >> o dinheiro e o seu correlativo; noutro sentido, a propriedade-privada e, noutro ainda, << perca do significado >> da riqueza assim criada.

      O meio duma Liberdade mais elevada transforma-se num meio de servilismo.

      Cada homem esforçando-se de criar, no outro, uma nova necessidade a fim de o obrigar a um novo sacrificio -- portanto, para coloca-lo numa nova dependencia... Cada um procurando criar, por cima dos outros, uma força substancial " estrangeira ", para aqui encontrar a satisfação do seu proprio interesse.

      Com a massa dos objectos acredita, portanto, no novo dominio dos seres estrangeiros, a quem o homem esta submetido e, cada novo produto é uma nova potencia do embuste reciproco e da pilhagem reciproca. Eis os homens tornando-se cada vez mais pobres, enquanto Homem.

 

  ( a desenvolver na proxima Sexta-feira, dia 6 de Janeiro de 2012, em " N° 12 " ).

 

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 23:23 | comentar | favorito