Ora vejamos, agora...N°18

      A apropriação pratica dos objectos é, tambem, a apropriação progressiva do homem e das suas proprias potencialidades.

      Jà o corpo e os sentidos, sendo activos, se transformam pela sua actividade.

      -- O homem apropria-se do seu ser universal de modo universal; logo, como homem total. Cada uma das suas relações humanas com o mundo ( vêr, ouvir, cheirar, provar, tocar, pensar, olhar, sentir, querer, agir, amar... seja, todos os orgãos da sua individualidade ) são a apropriação do objecto e a apropriação da realidade humana ( Karl Marx ).

      O olho torna-se humano quando o seu objecto se torna um objecto social e humano, vindo do homem e destinado ao homem. Assim, os sentidos tornam-se << directamente e na pratica, teoricos >>, sentidos transformados, impregnados de vida social, de Razão -- poderes sobre o objecto. Eis, assim, como os objectos sensiveis ( e correlativamente os orgãos sensiveis que se tornaram sociais ) se tornam, para o homem, a realidade humana, << a objectivisação de si, os objectos que manifestam e realizam a sua individualidade >>: portanto, os seus objectos e os seus bens num sentido renovelado e aprofundado deste vocabulo. Por exemplo: a orelha, e a audição cultivada, tornam-se sensibilidade musical -- a musica é um poder humano, uma apropriação humana da natureza, uma realização da Liberdade.

      -- E somente na esplanação objectiva da riqueza do ser humano que a riqueza da materialidade humana subjectiva ( que uma orelha musical, que um olho sensivel à beleza das formas, etc. ) se tornam em sentidos que se manifestam enquanto forças do ser humano ( Karl Marx ).

 

  ( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 23 de Janeiro de 2012, em " N° 19 " ).

 

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 04:54 | comentar | favorito