Vejamos agora... N° 19

      O conjunto das relações ( activas e praticas ) com a natureza, Marx acabara por denomina-lo " Forças-Productivas ", insistindo sobre o aspecto economico da determinação. Na dialectica da Liberdade, ele insiste sobre o aspecto filosofico. Todo o poder sobre a natureza é auto-criação do homem!

      Ora, infelizmente, sabemos que os poderes do ser humano se voltam contra ele e, assim, transformam-se em " poderes contra ele ". Eis a forma concreta, praticamente sempre vivida na Historia-real da alienação. A riqueza ( a apropriação da natureza pelo homem ) tomou a forma de " propriedade privada " e do dinheiro. O trabalho, tomou a forma da " divisão do trabalho ". A relação das necessidades humanas, tomou a forma de " trocas " e de "mercadoria ". A propriedade-privada, com a industria e o capitalismo, << terminou por apoderar-se do homem >>, pretendendo resultar em << potencia universal >>, reconhecida pela economia-politica e inscrita para a eternidade como direito-unico, religião-dominante, filosofia-suprema.

      Contudo, esta propriedade-privada não é senão a << expressão material e sensivel da vida humana alienada >>, contrafeita pela necessidade e na sua propria manifestação. Esta << alienação economica >> não acontece unicamente na consciencia -- mas, na vida!

      A objectivação real do homem nos bens, riquezas, poderes, transforma-se em dominação sobre ele-proprio ( homem ), como se fossem verdades; mas que so pretendidamente são humanas: falsas realidades, abstracções, ilusões! Os " feitiços economicos " ( o dinheiro ), as " ideologias " ( que Marx e Engels principiam a analisar , alguns meses apos a redacção do " Manuscrito de 1844 ") e as mistificações ideologicas -- << A propriedade-privada não é mais do que a expressão sensivel do facto que o homem se torna objectivo para ele mesmo e, ao mesmo tempo, torna-se um objecto estrangeiro para ele-proprio, como se não fosse humano; sendo, tambem, a manifestação da sua vida a sua propria alucinação-de-vida; ou seja, a sua realização é, tambem, a sua abstracção >>.

      Por conseguinte, << a supressão positiva da propriedade-privada ( enquanto apropriação  da vida humana ) é a supressão positiva de toda e qualquer alienação; logo, o regresso do homem à sua existencia humana...>>

      Sera unicamente pela supressão da propriedade-privada que << o homem produzira o homem  >>, resultando ele-mesmo num outro homem em Liberdade!!!

 

                     ( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 25 de Janeiro de 2012, em " N° 20 " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 23:36 | comentar | favorito