MATERIA, O SEU SIGNIFICADO FILOSOFICO

 

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                           ( Segunda Parte )

 

 

      No principio do seculo XX foram descobertos novos fenomenos fisicos ( a radioactividade, o Raio X, etc. ) e ficou provado que o atomo não era indivisivel; avançaram-se novas teorias acerca da estrutura da materia, corrigindo ( assim ) as antigas noções classicas. Alguns filosofos idealistas, assim como certos fisicos arreigados ao idealismo, apressaram-se a exclamarem que a Ciencia acabara por abandonar o conceito materialista da Natureza. Eles disseram: << A materia eclipsou-se >>. Ora, esta afirmação não revela senão um enorme desprezo. O Materialismo Filosofico Marxista não esta ligado a esta ou aquela concepção da estrutura da materia, como nunca a reduziu a quaisquer elementos inamoviveis. Pelo contrario, sempre compreendeu por materia o seguinte: A REALIDADE OBJETIVA QUE EXISTE FORA DA CONSCIENCIA HUMANA E QUE ESTA REFLECTE !!! O materialismo opõe-se ao idealismo pela solução que dà ao problema da " origem " do conhecimento, ao problema da relação entre a consciencia e o mundo exterior. Afirma que o mundo existe objetivamente e que a consciencia reflecte-o. A materia é uma noção filosofica que designa o mundo objetivo. Referentemente à estrutura fisica do mundo, assim como às suas propriedades, deixa tais questões serem estudadas pelas Ciencias Fisicas. Ora , os progressos que estas fizeram vieram modificar os conceitos sobre a estrutura fisica da materia -- todavia, apesar de todas as alterações, nenhuma consegue contradizer as teses do materialismo filosofico que diz que o mundo existe objetivamente e que cabe à Fisica ( como às outras Ciencias ) o estudo deste mundo objetivo, do mundo material.

 

      Este conceito de materia é o unico que é justo. Engloba toda a diversidade do mundo material, sem a reduzir a uma forma unica. Com este conceito é impossivel incorrer-se no mesmo risco dos filosofos idealistas, que pretendem que as novas descobertas ( da Fisica ) provaram que a materia desaparece.

 

      A MATERIA NÃO PODE SER CRIADA, NEM DESTRUIDA!!! Ela modifica-se constantemente, sem que qualquer das suas particulas seja eliminada, seja por um processo fisico, quimico ou qualquer outro.

 

      A Ciencia tem confirmado, inumeras vezes, os principios do materialismo filosofico. Vejamos, como exemplo: a fisica contemporanea estabeleceu que, em certas condições, particulas como o positrão do electrão desaparecem resultando em quante de luz, os fotões. Eis porque certos fisicos se apressaram a qualificar este fenomeno como um << eclipse da materia >>. Partindo daqui, e imediatamente, os filosofos idealistas invocaram este fenomeno para pretenderem << demonstrar >> ( uma vez mais!... ) a desaparição da materia. Que mistificação! A transformação do positrão e do electrão em fotões não é mais do que a passagem da materia de um estado para um outro. Na Natureza, todos podemos observar o fenomeno inverso: a transformação de fotões em positrão e electrão -- ou seja, a luz que se converte em corpusculos!!! Em todas estas transformações esta presente " a lei da conservação de massa e de energia ".

 

       O mundo oferece-nos um quadro duma diversidade infinita; a natureza inorganica e organica, os fenomenos fisicos e os processos quimicos, os fenomenos vitais do mundo vegetal e animal, a vida social. A Ciencia e a Filosofia Materialista descobrem a unidade desta diversidade. Esta unidade consiste no seguinte: OS PROCESSOS E OS FENOMENOS INFINITAMENTE DIVERSOS ( QUE SE PASSAM NO MUNDO ) SÃO OS DIFERENTES ESTADOS DA MATERIA, COM AS SUAS PROPRIEDADES E AS SUAS DIVERSAS MANIFESTACÕES. << A unidade real do mundo consite na sua materialidade >> ( Disse F. Engels ). Ora a consciencia pertence a este mesmo mundo material, que nos envolve  -- em vez de pertencer a um qualquer " algures imaginario ", mitologico. A CONSCIENCIA E UMA PARTICULARIEDADE DA MATERIA !!!

 

      A tese da unidade material do Universo surgiu e solidificou-se na luta contra as doutrinas reaccionarias da " igreja ", que pretende um mundo terrestre e outro celestial, um aquém e um além; na luta contra o dualismo que separa o espirito e o corpo, que separa a consciencia e a materia; na luta contra o idealismo filosofico, que inventa que o Universo é um produto da consciencia, do espirito.

 

( Na proxima Quarta-feira, dia 04 de Março de 2014, trataremos: " O MOVIMENTO ETERNO DA NATUREZA " ).

publicado por filosofia-xauteriana às 19:07 | comentar | favorito