Materialismo Dialectico e Historico, Grau Superior Filosofico

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                                                 PRIMEIRA PARTE

 

 

      O Materialismo nasceu ha cerca de 2.500 anos na China, na India e na Grecia. Nestas paragens, a Filosofia Materialista estava estreitamente ligada à experiencia diaria dos homens e aos conhecimentos elementares sobre a natureza. Mas, devido ao facto que nesta época a ciencia estava apenas na fase de nascimento, as ideias dos filosofos materialistas da antiguidade ( sobre o mundo ), apesar de serem instituições geniais, eram inocentes e desporvidas dum solido fundamento cientifico.

 

      O Materialismo dos seculos XVII e XVIII jà era muito mais evoluido. O sucesso das ciencias e da tecnica fizeram avançar o pensamento filosofico. Por seu lado, a Filosofia Materialista contribuiu para o estudo da natureza. Assim, a teoria de Francis Bacon ( materialista inglês do principio do seculo XVII ) sobre a origem empirica do conhecimento, bem como a sua ideia em como o saber representava uma força, foram potentes estimulantes para os progressos das Ciencias Naturais.

 

      Nos seculos XVII e XVIII, as Matematicas e a Mecanica dos corpos terrestres e celestes jà tinham atinjido um nivel elevado. Tal, exerceu influencia sobre as sinteses filosoficas dos materialistas desta época, inclusivé sobre os seus conceitos de materia e de movimento. A Fisica de Descartes ( que era materialista, na sua teoria da natureza ); a teoria mecanista do homem, pelo materialista Hobbes ( seculo XVII ) e, especialmente a mecanica de Newton desempenharam um papel consideravel no desenvolvimento da nova forma de materialismo. Estes filosofos viam os fenomenos da natureza e da vida social no ponto de vista da Mecanica e esperavam poder explica-los segundo essas regras. Daqui, o nome de Materialismo Mecanista que, no seculo XVIII estava representado, em Inglaterra, por Toland e por Priestley; em França, por La Mettrie, d'Holbach, Helvétius e por Diderot.

 

      O estreito laço do materialismo, dos seculos XVII e XVIII, com as Ciencias Naturais constituia um aspecto positivo. Embora não excluisse certos defeitos, como os que Engels cita nos três seguintes paragrafos:

 

a) o primeiro é o Mecanismo. O mecanismo que serviu de estandarte aos filosofos materialistas, desta época, limitava-lhes o horizonte intelectual. Eles obstinaram-se a reduzir todas as formas do movimento ao movimento mecanico. Não compreendiam as particulariedades da natureza organica, os traços especificos e as leis da vida social.

 

b) o segundo defeito era a incapacidade de compreender e ( portanto ) de explicar a evolução da natureza, mesmo perante os factos demonstrativos. Os materialistas, dos seculos XVII e XVIII, viam a natureza ( no seu conjunto ) invariavel, submetida a um movimento ciclico eterno. Este conceito da natureza chama-se Metafisica. Donde, o materialismo mecanista ser metafisico.

 

c) por ultimo, os materialistas desta época, como aliàs todos os manterialistas anteriores a Marx, não souberam aplicar a tese à vida social. Não descortinaram a base material da vida social e insistiram que a passagem das formas sociais inferiores às superiores se deviam ( unicamente ) ao progresso dos conhecimentos, à mudança das opiniões e das ideias que reinavam na sociedade. Esta explicação era Idealista.

 

      Tanto mais que os materialistas, anteriores a Marx, não compreendiam a importancia da actividade pratica critica, revolucionaria das classes, das Massas na transformação do mundo real, da vida social. Eles apregoavam a necessidade de substituir o regimen feudal pelo regimen burguês, mas rejeitavam ( simultaneamente ) a luta das Massas por um novo regimen, receando esta luta, manifestando ( assim!!! ) uma curta visão de classe propria à burguesia.

 

( a " SEGUNDA PARTE " sera publicada na proxima Terça-feira, dia 11 de Fevereiro de 2014 ).

publicado por filosofia-xauteriana às 17:06 | comentar | favorito