O TRABALHO E A LINGUAGEM MOTORES DO DESENVOLVIMENTO CEREBRAL

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      A vida psiquica do Homem tem por permissas as formas elementares da actividade psiquica dos animais. Todavia, deve-se considerar a diferença qualitativa, entre uma e outra. O pensamento humano constitui o grau mais elevado no desenvolvimento da vida psiquica. Foi o trabalho que condicionou o homem-social para o alto nivel da sua vida psiquica, para o seu poder de pensamento.

 

      Darwin demonstrou que o ser humano descende dum antepassado comum aos homens e ao macaco antropoide. Em tempos imemoriais, os antepassados animais do Homem distinguiram-se por um desenvolvimento particular dos seus membros anteriores, adoptando caminharem à vertical e principiaram a servirem-se de objetos da natureza como utensilios para procurarem comida e para se defenderem. Tempos depois, começaram ( eles mesmos ) a fabricar os utensilios -- o que marcou o principio da transformação de animal para Homem. O uso de instrumentos de trabalho permitiu-lhes tornarem-se donos de forças naturais, como o fogo, o que melhorou e variou a alimentação; tal contribuiu para o desenvolvimento cerebral.

 

       O emprego dos utensilios veio modificar o comportamento dos homens, relativamente à natureza. Os animais adaptam-se-lhe passivamente, servindo-se daquilo que ela lhes fornece. Ao contrario, o Homem adapta-se activamente à natureza, modificando-a de maneira racional e assim cria ( para ele mesmo ) as condições  de existencia que não encontraria. Logo, é o trabalho dos homens que desempenha o principal papel no aperfeiçoamento do cerebro. Num certo sentido, pode-se dizer que o trabalho forma os homem e tambem os seus cerebros.

 

      A complexidade das relações, entre os homens e a natureza, origina dificuldades nas relações humanas. Trabalhando em comum, os homens deveriam poder comunicar entre eles e, para tal, o limitado numero de sons que servem aos animais era insuficiente. Pouco a pouco, a larinje desenvolveu-se e transformou-se, permitindo-nos aprender a pronunciarmos sons articulados; em seguida, palavras e, com estas, constituiram-se as linguagens -- sem tal, o trabalho comum teria sido impossivel. Sem as palavras, tambem a noção das coisas e as suas ligações não poderia ter-se formado -- o pensamento humano não teria existido. Logo, o nascimento e a evolução da linguagem exerceram, por sua vez, uma acção de desenvolvimento cerebral.

 

      O trabalho, a vida social dos homens, a linguagem, eis os factores decisivos para o aperfeiçoamento cerebral e a evolução do pensamento.

 

 

( Quarta-feira, dia 16 de Abril de 2014, leia: " A CONSCIENCIA, PROPRIEDADE DO CEREBRO " ).

 

publicado por filosofia-xauteriana às 21:51 | comentar | favorito