Vejamos...N°4

       O homem-<<livre>>, com uma liberdade fundamentada sobre o servilismo de outros homens, encontra-se arrastado para o futuro-determinado, necessariamente incluido nesta liberdade-determinada. Estrangulado pelos limites estreitos da sua liberdade -- é o futuro dos homens que rompe e ruina o " Senhor ". Este movimento é dialectico.

      Apenas a analise da sua relação ( Senhor/Escravo ) , da sua unidade ( " Senhor ") conduziria à situação exacta  do " Senhor ". Ora, a partir do relatorio, dialecticamente surge como necessaria a viragem de situação. A Liberdade do " Senhor " inscreve na sua propria lei o seu proprio fim! Enquanto determinada, ficava determinada a desaparecer.

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      AGORA VEJAMOS, AINDA MAIS: " A Liberdade do Estoicismo " ( segundo " Fenomenologia " paginas 179 - 188, por Hegel )

 

      O estoiciano se outorga alforria, desembaraçando-se de quanto não depende dele -- o que significa, libertando-se do mundo. Constitui-se, a sua consciencia, nesta separação com um mundo àparte -- um reino ( inteiramente ) interior, que domina a sua Razão. Por este movimento, o estoicianismo cria um vasio; separa-se de todo o interesse vivo, tanto pelos objectos como pelos seres, cujo conjunto faz parte do mundo. Ele vai procurar certezas e segurança fora de qualquer ligação com os outros seres humanos; ao mesmo tempo, recusa a << alienação >> do desejo, da paixão; recusa não apenas a ambição e a riqueza, mas tambem o amor -- e, para concluir, o proprio conhecimento ( Gnose, Saber ).

 

 

    ( a continuar na proxima quarta-feira, dia 21 de Dezmbro de 2011, em N° 5 " ).

 

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 16:55 | comentar | favorito