Ora vejamos, agora...N°5

      Fechada em si mesma, independente de todo objecto, a consciencia estoiciana encontra a liberdade -- mas, na forma duma indiferença infinita. Para mais, ao separar-se das coisas e do conhecimento das coisas, puramente negativa e, sobretudo, fixada nesta << negação >>, a consciencia-de-si dos estoicianos transforma-se em " ceptismo ".

      Portanto, pretendendo atingir a serenidade, ela não encontra senão a impacibilidade e a indiferença-morta. Desejando pssuir a certeza de si, ela alimenta o contrario da certeza, o contrario dela mesma: a consciencia ceptica que nega o valor da sua relação com os objectos, o conhecimento.

      Assim, a liberdade do estoicismo não é mais do que uma consciencia-"infeliz": dividida contra ela propria, determinada ao ser, transformada em << outro >> por um futuro necessario e, portanto, entregue a uma << alienação >> nova, mais forte do que aquela donde ele pretendeu libertar-se.

      Consequentemente, temos sempre a independencia enquanto apenas ilusão!

      Acontece o mesmo com a consciencia cristã.

 

  (na proxima Sexta-feira, dia 23 de Dezembro de 2011, veremos como, em " N° 6 " ).

 

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 23:22 | comentar | favorito