05
Jan 12
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Jan 12

Ora vejamos, agora...N° 12

      Concluimos que os homens cada vez se tornam mais pobres, na qualidade de Homem -- porque cada vez mais têm necessidade de dinheiro, para se apoderarem do ser estrangeiro... A necessidade de dinheiro é, portanto, a unica necessidade produzida pela economia politica; e a unica necessidade que ela produziu... A quantidade de dinheiro tornou-se, mais e mais, a sua unica propriedade " poderosa "; da mesma maneira que ( o homem ) reduziu todo o ser à sua abstracção, ele proprio encerrando-se no seu proprio movimento tornou-se em ser quantitativo...

      Marx aceita, por conseguinte, o movimento da << Fenomenologia >> : cada étape da Historia foi, em cada vez e simultaneamente, uma afirmação e uma negação da Liberdade, uma realização e uma alienação do Homem.

      -- A principal importancia da fenomenologia e do seu resultado final ( a dialectica, a negação em quanto que principio determinante e criador ) é, assim, que Hegel considera a propria produção do Homem como um processo... que ele concebe, portanto, a essencia do trabalho, vendo no homem-objectivo o homem-verdadeiro, porque real, sendo o resultado do seu proprio trabalho!...

      Aqui, Marx aplicou ao hegelianismo a teoria hegeliana do movimento: o hegelianismo tem de ser ultrapassado, porque nele mesmo não ha senão uma alienação do Homem!

      Considerar o saber pelo saber, fazer do conhecimento  o atributo exclusivo do Homem, encontrando a Liberdade apenas na filosofia é, ainda, prender o ser humano numa forma limitada:

      -- A Filosofia, forma abstracta do Homem-alienado, deve ser tomada por medida deste mundo alienado. Toda a Historia da Alienação e a tomada desta alienação, portanto, não são ( para ele ) senão a Historia da Produção do Pensamento Abstracto...

 

   ( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 9 de Janeiro de 2012, em " N° 13 " ).

 

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 23:13 | comentar | favorito
03
Jan 12
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Jan 12

Ora vejamos, agora...N° 11

      Para percebermos como Hegel viu a Historia, por exemplo, consideremos o momento que segue aquele onde a Razão e a Liberdade acreditaram encontrar-se e espraiarem-se na independencia em face do conteudo ( estoicismo, consciencia-infeliz ); então, segundo Hegel, a consciencia regressa para o conteudo a fim de o conhecer.

      A Razão, tornada conhecimento, acredita nos factos por aquilo que eles são; tornada razão << observadora >> dos factos, ela esquece-se enquanto que actividade livre e naufraga na propria coisa.

      A Historia-real mostra que esta burla ( da propria coisa ) e que este senilamento do livre-espirito vai para uma especie de animalidade, na qual marca-passo, sem se reduzir a uma ilusão do conhecimento ( facto pratico, historico, social ), onde o especialista perde de vista a Liberdade, concluido o seu trabalho como uma função e tornado numa especie de animal abstracto.

      Por fim e sobretudo " o dinheiro " ( nascido da troca e da divisão do trabalho ) é, na vida pratica e concreta, uma destas coisas enganadoras, nas quais se perde a liberdade e a consciencia. Em certo sentido: << nova manifestação da força substancial humana, novo enriquecimento do ser humano >> o dinheiro e o seu correlativo; noutro sentido, a propriedade-privada e, noutro ainda, << perca do significado >> da riqueza assim criada.

      O meio duma Liberdade mais elevada transforma-se num meio de servilismo.

      Cada homem esforçando-se de criar, no outro, uma nova necessidade a fim de o obrigar a um novo sacrificio -- portanto, para coloca-lo numa nova dependencia... Cada um procurando criar, por cima dos outros, uma força substancial " estrangeira ", para aqui encontrar a satisfação do seu proprio interesse.

      Com a massa dos objectos acredita, portanto, no novo dominio dos seres estrangeiros, a quem o homem esta submetido e, cada novo produto é uma nova potencia do embuste reciproco e da pilhagem reciproca. Eis os homens tornando-se cada vez mais pobres, enquanto Homem.

 

  ( a desenvolver na proxima Sexta-feira, dia 6 de Janeiro de 2012, em " N° 12 " ).

 

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 23:23 | comentar | favorito
01
Jan 12
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Jan 12

Vejamos agora... N° 10

      As formas limitadas do desenvolvimento ( reveladas alienações da plena Liberdade ), estas formas que o prosseguir do futuro deve ultrapassar, com Hegel não ficam definidas senão abstractamente, especulativamente, e em mero pensamento. Tanto a ultrapassagem como a negação, segundo Hegel, não aconteceriam senão pela ideia. Marx explica:

      Hegel cometeu, aqui, um erro duplo. Se, por exemplo, considerou a riqueza, ou o Estado, enquanto seres alienados do ser humano, isto não acontece senão na sua forma ideal, sendo seres idealisados, abstracto -- portanto, simplesmente uma alienação do puro pensamento filosofico . Todo o movimento termina, logicamente, pelo saber-absoluto... >>.

      Formas ultrapassadas idealmente, por uma negação abstracta, na realidade nem poderiam subsistir.

      Riqueza, Estado, moralidade, religião, estas alienações dos homens, estes momentos que tiveram de atravessar para a liberdade ( na propria criação de si mesmos ), Hegel determinou-lhes o caracter alienado e opressivo; mas, ao seu teor especulativo, não chega a tocar. Longe mesmo, porque esta consacrando-os.

      Todas estas étapes subsistem intactas, no saber-absoluto, pelo facto que ele as conhece e reconhece como tais!

      Ora, na Historia-real, as coisas não acontecem exactamente como Hegel acreditou.

 

   ( prosseguiremos a dissecação na proxima Quarta-feira, dia 4 de Janeiro de 2012, em " N° 11 " ).

 

 

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