Critica da Liberdade abstracta ( 1 e 2-A )

                                                             N° 1

      O " Manuscrito de 1844 " mostra com que atenção Marx examinou todas as manifestações duma << consciencia de si >> que pretenderia encontrar a sua Liberdade na sua " independencia ".

      Tendo procurado ( nele mesmo ) esta ilusão da filosofia pura ( solidario duma posição politica limitada à democracia formal ), Marx teve de confrontar-se à critica da pseudo-Liberdade. Porque, qual o significado e o que dissimula a Liberdade individualista, a << livre opinião >> do democrata puro, a sua Consciencia orgulhosa da sua aparente independencia? 

 

                                                             N° 2-A

 

      O Capitalista ( diz o Manuscrito de 1844 ) vê no proprietario-rendeiro feudal << um contrario da industria livre e do livre capital >>. Com o seu dinheiro e os seus produtos, é o capitalista quem << procurou ao mundo a " liberdade politica ", quebrou as cadeias da sociedade civil, uniu os continentes entre eles... >>, enquanto que o proprietario-rendeiro, este << usurario em trigos >> se contentava em fazer subir os preços dos alimentos de primeira necessidade -- obrigando, assim, << o capitalista a aumentar os salarios sem acrescimo da produção, facto que impedia o crescimento da renda nacional e a acumulação de capitais, originado uma ruina geral; deste modo, ( o proprietario-rendeiro )explorava como vulgar usurario todas as vantagens da civilização moderna sem, em contra-partida, nada fazer por ela >>.

       Portanto, a Liberdade não tem, unicamente, um sentido filosofico e abstracto. Ela tem, tambem, um sentido pratico.

       A liberdade politica exprimiu " primeiro " a  acção do capitalismo contra a propriedade feudal e as restrições multiplas que dela advinham para o dinheiro todo-poderoso.

       Eis aqui um sentido " concreto " da liberdade " abstracta "; neste primeiro sentido concreto, denuncia-se ( logo à partida ) a ilusão, que se acredita como absoluta, historica e relativa -- mas que é, tambem, um " meio " para a acção politica.

     

        ( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 13 de Fevereiro de 2012, em: " N° 2 " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 14:04 | comentar | favorito