Critica da Liberdade abstracta ( 2)

      A << Sociedade civil >>, enquanto conjunto organizado de seres humanos, entrou ( com Rousseau ) na Filosofia da Historia e da Sociedade.

     Hegel ( meditando sobre ela ) tinha mostrado que se compunha dum conjunto de necessidades -- sendo cada individuo ( por ele mesmo ) jà um conjunto de necessidades e não existindo para qualquer outro individuo senão quando eles se tornassem ( reciprocamente ) meios, para atingirem os seus fins. Aqui, ainda, Hegel abriu, pelo seu idealismo objectivo, a via para o Materialismo-dialectico. Contribuiu para desmistificar a ideia  ilusoria que << a lei assenta sobre a vontade, sobre a vontade desprendida da sua base-real, sobre a vontade " livre " >>. Seja: << a consciencia de si >>, que se pretende independente e " livre ", destaca-se das suas condições reais.

      Esta ilusão permitiu acreditar que a consciencia determina a vida, e não o contrario. << Partindo-se da consciencia, enquanto individuo vivendo >>,em vez de se partir dos individuos reais e vivos -- sem se considerar que << a consciencia era a sua propria consciencia >>.

      Ora, deste modo , o individuo acaba por ignorar o sentido pratico e politico da sua liberdade. Ele acaba mesmo por esquecer a sua propria natureza social e humana.

      Supondo-se livre, então, o individuo coloca-se no exterior de qualquer comunidade, afirmando-se contra a comunidade -- quando, entretanto, não é senão numa comunidade  que << o individuo obtem os meios para desenvolver as suas faculdades, em todos os sentidos >>; e, por consequencia, << não é senão no seio da comunidade que a liberdade pessoal se torna possivel >>.

      Mas, donde vem esta ilusão?

      A ilusão pela qual o individuo consciente-de-si acredita na sua propria independencia e ignora as suas proprias condições historicas e sociais -- elas mesmas relativas às condições tanto da Historia como da Sociedade.

 

   ( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 15 de Fevereiro de 2012, em " N° 3 " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 14:38 | comentar | favorito