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Fev 12
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Ora vejamos, agora...N° 24

      Perdendo a sua forma idealista e especulativa, ganhando o contributo dum conteudo novo ( vindo do materialismo, da pratica, da acção ) a filosofia acabou por integrar-se no materialismo dialectico, como se fosse um momento da sua formação. Ela não foi suprimida, mas ultrapassada -- seja, elevada para um nivel superior. Tal é o sentido exacto do << Aufheben >> da filosofia.

      Portanto, a doutrina da Liberdade passa para o Materialismo Historico e Dialectico, no decurso da sua formação, sem que nada de essencial tenha sido perdido. A obra de Marx ( o << Kapital >> compreendido ) é o desenvolvimento num plano mais elevado ( o do conhecimento cientifico e da acção eficaz ) da teoria da alienação e das etapes da Liberdade.

      E verdade que profundas modificações vieram alterar a teoria dos momentos da Liberdade, para a analise historica e o conhecimento das condições sociais.

      Por exemplo: o Marxismo explicara, de modo diferente de Hegel, a introdução na historia da relação << Senhor/Escravo >>. Marx e Engels mostraram como a divisão do trabalho ( material e intelectual ) e a propriedade-privada têm condicionado esta relação.  Mostraram, tambem, a razão porque a queda dialectica da relação, prevista por Hegel ( seja, a libertação do escravo ) não podia ter acontecido na antiguidade: os escravos, propriamente chamados assim, não constituiam uma classe capaz de tomar o poder e de continuar o desenvolvimento social. Eles eram capazes da revolta, mas nunca da revolução.

      O esquema hegeliano do movimento dialectico, da mudança de situação, aplica-se particularmente ( segundo Marx e Engels ) aos servos da Idade-Media, aos burgueses da Revolução-democratica, à Massa-laboriosa moderna.

 

   ( Concluiremos este capitulo na proxima Segunda-feira, dia 6 de Fevereiro de 2012, com o " N° 25 " ).

 

Paralelamente tambem publicamos em:

1) às Terças, Quintas-feiras e Sabados em: http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

2) aos Domingos, as actualidades em: http://polemicando.over-blog.com

3) muito brevemente, em: filosofiaxauteriana.novelablog.com.br

 

Toda a correspondencia devera ser endereçada para:

a) filosofia-xauteriana@numericable.fr

b) ltsc@iol.pt

c) pablonodrade@sapo.pt

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Fev 12
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Fev 12

Ora vejamos, agora...N°23

      Karl Marx, aos vinte anos, tinha colocado todos os seus anseios na pura e livre filosofia. Escreveu então:

      -- Porque toda a verdadeira filosofia é o âmago do seu tempo, devera chegar o momento em que a filosofia tera um contacto, uma relação reciproca com o mundo do seu tempo -- e não apenas interiormente, mas... manifestamente.

      Eis, como então, ele entrevia a Liberdade na sua especulação independente; e não foi doutra forma, mas com um certo orgulho nobre que ele proclamou na sua tese de doutoramento, sobre Epicuro e Democrita:

      -- Tanto tempo quanto uma gota de sangue conseguir fazer bater o seu coração, absolutamente livre e victorioso do universo, a filosofia não cessara de gritar aos adversarios de Epicuro: " O impio não é aquele que despreza os deuses da multidão, mas aquele que adere à ideia que a multidão faz dos deuses".

      Um pouco mais tarde, o jovem Marx, amadurecido pela reflexão e pela acção, apercebe-se que esta pura independencia ( da consciencia filosofica ), não é mais do que ilusão. O caminho para a Liberdade, para ele, deixou de ser uma reflexão pura e independente -- antes, a acção fundamentada sobre o proletariado:

      -- Do mesmo modo que a filosofia encontra no proletariado as suas armas materiais, o proletariado encontra na filosofia as suas armas intelectuais... A filosofia é a cabeça da emancipação ( do homem ), o proletariado é o seu coração; a filosofia não pode encontrar realização sem a supressão do proletariado, e o proletariado não pode ser suprimido sem a realização da filosofia.

      Evidentemente, é necessario  insistirmos sobre o sentido ( frequentemente pouco conhecido ) desta << realização >> da filosofia.

 

  ( eis por onde principiaremos, na proxima Sexta-feira, dia 3 de Fevereiro de 2012, em: " N° 24 " ).

 

 

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