06
Jun 12
06
Jun 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 14 - C

      O pensamento burgues, os economistas burgueses, os jornalistas e os propagandistas da burguesia estacionam nas aparencias. Não se pode dizer que eles mentem. Simplesmente, contentam-se com as aparencias, satisfazem-se delas, encontram ( nelas ) o alimento suficiente para os seus jogos de espirito. De que poderiamos acusa-los, individualmente?

      Poder-se-ia acusar um antigo-grego, apenas porque eles acreditavam que os corpos celestes eram deuses, seres de fogo que viviam à volta da Terra?

      Os nossos publicitarios da burguesia sofrem da mesma ingenuidade primitiva, no que respeita as coisas sociais.

      Contudo, observando atentamente, o caso destes é mais grave: essa certa dose de ingenuidade mistura-se com uma mà-consciencia e bastante mà-fé. Porque eles não se limitam às aparencias; obstinam-se em não sair delas! Eles colocam-se, antes, na situação dum sacerdote ou de um devoto pagão, dum conservador de antiga cidade grega ou romana que continua a jurar pelos deuses e pelos corpos celestes, sabendo que os deuses não existem e que os corpos celestes não são senão materia.

      A burguesia, a aparencia agrada mais do que a realidade!

       A burguesia deleita-se << livremente >> nas aparencias, porque são as aparencias da Liberdade! Isto ficou admiravelmente demonstrado no " Kapital ":

       -- A superficie da sociedade burguesa, o salario do trabalhador aparecia como o preço do trabalho ( o que significa: como uma quantia de dinheiro, << livremente >> trocado contra um trabalho ). Fala-se do valor do trabalho e da-se a uma expressão monetaria o nome do preço necessario ou do preço natural ( "Kapital", tomo III, pagina 233 ).

        Porem, pensemos: o trabalho, criador de valor, tera ele mesmo um determinado valor?

 

( a continuar na proxima Sexta-feira, dia 8 de Junho de 2012, em " N° 14 - D " ).

 

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04
Jun 12
04
Jun 12

Critica da Liberdade-abstracta N° 14 - b

      Quando o capitalista examina os factos ( << livremente >>, mas na sua mentalidade e do seu ponto de vista capitalista ) pretende que comprou, ao trabalhador, o seu trabalho e que pagou este trabalho pelo seu justo valor. Desta maneira, o sistema implicaria uma troca-equiparavel: os trabalhadores recebendo, na forma de salario, o preço do trabalho ; os empresarios, os emprestadores-de-dinheiro recebendo, igualmente, na forma de renda-propria ( retorno ) a sua legitima parte do rendimento global. A priori haveria << livre >>-associação e << igualdade >> dos diversos elementos da produção: trabalho, capital, iniciativa do empresario.

      Esta teoria esta na base da economia-politica burguesa, esta pretensa ciencia -- como propagandeia o jornalismo e a literatura do capitalismo.

      Portanto, é ainda essencial compreender-se exactamente a analise marxista. Vimos, anteriormente e por varias vezes, como o << feiticismo >> ( atribui existencias independentes para abstracções e para produtos materiais humanos, fazendo misturas confusas, tal como entre mercadoria e dinheiro ) implica, para isto mesmo uma ilusão e uma mistificação, uma aparencia diferente da realidade, um << fenomeno >> que, à vez, contem o real, revela-o e dissimula-o.

      Para compreender a natureza interna do capital é necessario proceder-se à passagem ( dialecticamente ) da aparencia para a realidade, << exactamente da mesma maneira que para o movimento-aparente dos corpos celestes, o qual não é distinguivel senão apos que o movimento-real, invisivel aos nossos sentidos, se torna conhecido >> ( " Kapital ", tomo I, pagina 264 ).

 

( a continuar na proxima Quarta-feira, dia 6 de Junho de 2012, em " N° 14 - C " ).

 

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01
Jun 12
01
Jun 12

Critica da Liberdade-abstracta N°14 - a

      O relatorio que da entrada, ao trabalhador, na produção não o contracta com os instrumentos e meios de produção -- mas com a pessoa do capitalista, ou o seu representante.

      Este relatorio toma a forma juridica dum << livre-contracto >>. Livremente, o trabalhador e o capitalista chegam a acordo; o contracto de trabalho regula as condições do trabalho -- salario, tempo de trabalho, etc.

      Na realidade, a forma juridica do << livre-contracto >> encerra e esconde um conteudo economico muito diferente das aparencias. ( in " Kapital ", tomo I, paginas 189 a 208 ).

      Os dois contractantes parecem duas << pessoas juridicas a titulo igual >>; todavia, um é comprador e o outro vendedor: um possui dinheiro, enquanto o outro apenas tem a força do seu trabalho.

      A liberdade e a igualdade são fictivas -- elas escondem, portanto, a desigualdade mais completa! E, para o trabalhador, a absoluta perca da sua independencia.

      Para que o trabalhador possa << ganhar a sua vida >> precisa reformar a ligação entre a sua força-de-trabalho e os meios de produção; para isto, ele devera contornar legal e juridicamente o contracto com o detentor << privado >> dos meios de produção. Porque este contracto não constitui um contracto de associação ou de cooperação -- na realidade, trata-se duma venda. O trabalhador vende ( no mercado do trabalho ) a sua força-de-trabalho, o seu tempo, em troca dum salario. O ser humano aliena-se, torna-se numa mercadoria.

 

( a continuar na proxima Segunda-feira, dia 4 de Junho de 2012, em " N° 14 - b " ).

 

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