Ora vejamos, agora...N° 8

      << A Liberdade >> em geral, não existe; existem, sim, "graus" de liberdade -- das actividades mais ou menos livres  dos homens!

      Cada grau se determina e se define como um momento na formação do Homem verdadeiramente livre, consciente de si e conhecendo a natureza.

      Nos homens, não se trata de ser livre ou não-livre. O Homem so se torna livre, antes de tudo, pelo conhecimento!

      No seu proprio futuro, ele atravessa e ultrapassa << momentos >> -- étapes ou estados, figuras momentaneas do seu desenvolvimento. Todo o momento é determinado; logo, limitado. Assim, revela-se, em seguida, como um limite da Liberdade: negada e que prosseguira a negar e a ultrapassar. Cada um destes momentos, portanto, revela-se como uma " alienação " da Liberdade; ora, não sendo a Liberdade obtida enquanto jà feita, é preciso formar-se e afirmar-se, atravessando estas formas provisorias ( das quais nenhuma é inutil ) -- em cada passagem para um grau superior, todo o conteudo objectivo do momento ultrapassado, encontra-se elevado para um grau superior.

      Quem diz << ultrapassagem >> e << negação da negação >>, diz eliminação e destruição da forma, do limite -- ora, ao mesmo tempo, << elevação >> do conteudo, da "determinação" concreta, para novo grau da plena e inteira Liberdade que, assim, se determina ( ela mesma ) progressivamente.

      Os graus superiores são, em cada vez, mais e mais determinados: seja, de maior para maior liberdade...

      No terminus do futuro, encontra-se o ser plenamente livre, contendo e resumindo em si todo o desenvolvimento.

      Fundado sobre este desenvolvimento, existira em concreto e possuira ( nele ) a sua propria essencia: o conhecimento, a consciencia de si. Sera, como diz Hegel ( na sua linguagem ainda metafisica e abstracta ): << Em e para si >> à vez -- o que significa: sem ter saido de si ( na sua actividade ) reuniu-se sobre todas as formas negadas e ultrapassadas da << alienação >>.

 

  ( a continuar na proxima Sexta-feira, dia 30 de Dezembro de 2011, em " N° 9 " )

 

 

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