Vejamos agora... N° 15

      Hegel,<< concebendo o sentido positivo da negação preterida  nela-mesma encontrou o acto pelo qual o Homem se alienia a ele-mesmo, exterioriza o seu ser, como um acto pelo qual ele se recupera nele-mesmo, manifesta o seu ser, se objectivisa e se realiza >>.

      Mas, assim, a exteriorisação-falsa, << alienada >> do Homem, não é mais a materialidade e a objectividade, é a " abstracção ": a abstracção tomada como realidade-em-si, por exemplo na filosofia logico-metafisica -- ou, ainda, naqueles que acreditam no poderio absoluto do dinheiro, no feitiço do dinheiro. Até porque estas duas formas da alienação têm menor diferença do que parecem, à primeira vista.

      O dinheiro, o feitiço-dinheiro é uma abstracção realizada, funcionando como tal na economia-politica e toma os economistas como uma realidade e um poder. Quanto à Logica-formal, neste sentido é << o dinheiro do espirito >>.

      Portanto, Hegel compreendeu a essencia da Liberdade humana: o trabalho, pelo qual o Homem se produziu, se criou, se tornou livre.

      Infelizmente, pelo seu << sistema >>, Hegel reduziu o trabalho humano ao << trabalho espiritual abstracto >>. Ele não considera o ser humano senão como << ser pensante abstracto >>; de tal modo que, paradoxalmente, aquilo que Hegel apresenta como Liberdade absoluta ( o acto espiritual de produzir um sistema filosofico concluido ) resulta numa alienação absoluta -- a exteriorisação absoluta, sobre a qual Marx considerou e reconsiderava o movimento para a Liberdade.

      Agora, por aqui, simultaneamente considera-se " o Homem-total "!

 

   (A continuar na proxima Segunda-feira, dia 16 de Janeiro de 2012, em " N° 16 " ).

 

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