Critica da Liberdade abstracta N° 3 - A

      Duma maneira geral, << os homens, até agora, têm feito deles mesmos uma representação falsa: daquilo que são, ou que devem ser... As criações dos seu cerebros estão ultrapassadas. Tornaram-se, eles mesmos, criadores inclinados diante das suas criações >>. Eis nisto um caso particular de alienação: a alienação ideologica.

      Toda sociedade é composta por individuos agindo.

      Todavia, quando eles criam representações, elas exprimem o modo limitado de actividade e a situação social estagnada dos individuos que as geram. Deste modo << a consciencia não pode ser outra coisa senão o ser consciente, e o ser dos homens é o seu processo vital >> ( portanto, social ); mas, simultaneamente, este ser é tal que << os homens e as condições aparecem numa total ideologia invertida, tal como aparece a imagem numa câmara escura >>.

      Ao principio, << a consciencia não é senão uma consciencia puramente sensivel, relativa ao meio-sensivel imediato, consciencia da conexão estagnada relativamente às outras pessoas e às outras coisas, exteriormente ao individuo... Fica, ao mesmo tempo, a consciencia da natureza, que se opõe primeiramente aos homens, como uma força absolutamente estrangeira, toda-poderosa e inatacavel  -- face à qual os homens se comportam de maneira puramente animal. Portanto, é uma consciencia animal da natureza ( religião natural ), porque a natureza não foi ainda modificada historicamente, senão ligeiramente... Mas é, tambem, a consciencia-nascente, pelo facto do individuo viver numa sociedade.

      Este começo é, tambem animal, pelo grau atingido pela vida social: é uma consciencia gregaria -- seja, o homem não se diferencia do carneiro senão onde a sua consciencia substitui o instinto ( ou, que seu instinto tornou-se consciente )...

      A relação-estagnada, dos homens com a natureza, condiciona a relação-estagnada entre eles >> e reciprocamente.

      Em seguida surgira a divisão do trabalho << que não sera real senão a partir do momento em que se intituira a divisão do trabalho material e do trabalho intelectual >>.

 

 (a continuar na proxima Sexta-feira, dia 17 de Fevereiro de 2012, em " N° 3 - B " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 17:32 | comentar | favorito