( continuado ) N° 3

      No texto anterior, levantou-se a questão: << O que é a Liberdade ? >>

     Eis o filosofo fatigando-se, à procura duma definição da Liberdade. Ele nem se apercebe que esta entrando numa contradição -- com efeito, "definir" a Liberdade é fecha-la numa definição, é "determina-la". Ora, no momento em que se procura uma definição para a Liberdade absoluta, esta-se negando ( assim ) esta mesma liberdade absoluta!

      Melhor ainda: a partir de algumas experiencias, de algumas considerações, legitimamente poder-se-ão conhecer os elementos duma tal definição? As experiencias e as noções encontram-se no tempo, no futuro -- procura-se uma definição da Liberdade intemporal...

      Fica-nos a alternativa de se afirmar: << A Liberdade, é a Liberdade! >>

      Colodado em termos intemporais e absolutos, o problema conduz ( tambem ) para uma resposta absoluta; leva para o dilema: << Ou somos livres/ ou não somos livres >>. Para uma Liberdade absoluta, opõe-se um determinismo igualmente absoluto. Logo, visto que ha o dilema, a resposta apresenta-se na forma duma ecolha, duma << opção >> em favor de um dos termos.

      Então, abandonando o dominio da abstracção pura, os filosofos desdenham ( por vezes ) os factos; procuram algumas indicações e deixam-se guiar pelas suas escolhas. Eles não se dão conta que o seu exame dos factos esta orientado para o modo como os questionam. Principiam por escolher os factos, colocam uns em frente dos outros, dizem: << Eis o determinismo! Aqui esta a Liberdade! >>

      Aqui, agora, levanta-se uma interminavel controversia, um dialogo sem fim, entre as duas respostas possiveis ( entre os adeptos destas respostas ), entre os agrupamentos de factos que cada um deles juntou, separadamente.

 

    ( a continuar na proxima Sexta-feira, dia 9 de Dezembro de 2011, em " N° 4 " )

 

    Leia tambem: http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

 

 

publicado por filosofia-xauteriana às 20:15 | comentar | favorito