Critica da Liberdade abstracta N° 3 - C

      Na contradição dos interesses particulares e comuns, o interesse comum toma ( na forma do Estado ) um aspecto independente, distinguindo-se dos reais interesses particulares e colectivos; ficando, assim, uma << comunidade ilusoria, embora na base dos laços existentes -- laços de familia e de raça, de carne e de sangue, de lingua e de trabalho. Neste quadro, e com ele, desenvolvem-se as " classes ".

      Daqui resulta uma curiosa ilusão que, desde o inicio, tende para a mistificação ideologica.

      Na luta das classes que aspiram ao poder, cada uma apresenta o seu interesse como se fosse o interesse geral. Contudo, em cada classe, os individuos não procuram senão o seu proprio interesse, fazendo-o aparecer como um interesse << universal >> -- << estrangeiro e independente deles >>.

      Daqui, esta consequencia singular: a consciencia que se acredita livre e que se diz independente, efectivamente, entrega-se a lutas vigorosas: num plano que lhe parece ideologico mas que, na realidade, não é outro plano senão o do Estado. Porque, no fundo, coloca-se sempre a questão do PODER!!!

      Este processo acompanha o processo-historico, no decurso do qual << o acto proprio ao homem se torna, para ele, uma potencia estrangeira e exterior que o subjuga, em vez de ser ele quem a dominaria >>; porque << desde o começo da repartição do trabalho, cada um tem o seu circulo determinado de actividade, exclusivo e que lhe é imposto >>. De tal forma, a ilusão ideologica  ( a << liberdade >> crescente da consciencia, na invenção ideologica ) acompanha as fronteiras do homem real.

  ( a continuar na proxima Terça-feira, dia 22 de Fevereiro de 2012, em " N° 3 - D " ).

 

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publicado por filosofia-xauteriana às 18:06 | comentar | favorito