Critica da Liberdade abstracta N° 3 - E

      A independencia fictiva da << livre >> consciencia-de-si é correlativa da formação dum poder opressor, estrangeiro, independente da consciencia humana: o misterio social, o destino, a necessidade historica.

      Esta força estrangeira << que pesa sobre os homens >> é, num sentido, uma aparencia, um << fenomeno >>; no outro sentido, uma realidade.

      Num sentido, não é senão aparencia: porque ela não esta constituida e não pode ser constituida senão pela actividade dos individuos humanos. No outro sentido, ela é-lhes efectivamente estrangeira: pois empurra-os e leva-os para uma necessidade cega.

      A actividade humana, dividida contra ela mesma, desconhecendo-se a si mesma, transposta pela consciencia sobre o plano da " abstracção " ideologica, representa-se  como << diferente >> da realidade. A actividade toma a forma duma necessidade: um certo grau de liberdade real e de poder esta alienado e transforma-se numa opressão pluri-formal, em complexas ilusões -- nomeadamente, em ilusão de independencia ( para a consciencia ), em pseudo-Liberdade.

 

                                 ( continuaremos, na proxima Segunda-feira, dia 27 de Fevereiro de 2012, analisando os efeitos sobre as classes sociais, em: " N° 4 - A ").

 

Outras publicações nossas:

1) http://filosofiaxauteriana.wordpress.com

2) http://filosofiaxauteriana.novelablog.com.br

3) http://polemicando.over-blog.com

4) www.polemicando.net

 

A vossa correspondencia podera ser dirigida para:

1) filosofia-xauteriana@numericable.fr

2) ltsc@numericable.fr

3) ltsc@iol.pt

4) pablonodrade@sapo.pt

publicado por filosofia-xauteriana às 05:24 | favorito